“The Little C” foi mais um dos bons episódios de The Big C. Apesar de ser um tanto estranho imaginar que um garoto de 15 anos seja o responsável por passar uma doença venérea aos pais, o episódio dessa semana mostrou como os personagens cresceram e ganharam destaque nessa temporada. O primeiro ano da série mostrou mais as ações de Cathy diante da descoberta do câncer, e aos olhos de alguns podiam ser atitudes egoístas.
Os membros da sua família ficaram em segundo plano, já que, não envolvidos diretamente em sua história, acabavam se tornando personagens sem conteúdos e chatos, como no caso de Paul. Depois da revelação sobre a doença, esses mesmos personagens passaram a se envolver mais na história e a terem destaques dentro da trama. Para continuar no caso de Paul, o marido de Cathy vem se mostrando um aliado para a esposa. É claro que o tom, digamos, meio bobo que ele manteve na primeira temporada ainda apareça, mas agora suas ações o tornam um personagem real e com destaque. Como exemplo, sua postura com o chefe Max em relação ao outro colega de trabalho e a reação inesperada de Max com as palavras de Paul.
Já Sean tem passado por mudanças que não pareciam ser parte de seu personagem. O relacionamento com Rebecca está caminhando para novas etapas, com filho a caminho e proposta de casamento. Por mais que pareçam ser de mundos diferentes, os dois se encontraram e nos últimos episódios têm demonstrado que a relação está séria, apesar das excentricidades de cada um. O que, na verdade, é a liga para o relacionamento dos dois.
Este episódio mostrou mais um momento brave bitch de Cathy. Ela assume a responsabilidade de ser a treinadora do time feminino de natação da escola, em parte pela determinação de fazer o que realmente gosta, em parte pela grana que iria ajudar o orçamento da família. O breve momento como treinadora foram suficientes para mostrar para Cathy, e a nós, os impasses que ela terá que enfrentar por causa da doença. É mais uma questão de como as pessoas a enxergam, com pena, como coitada, como a mulher com a doença com “c”. Cathy não demonstra e não quer que sintamos pena dela, ela quer dar o melhor de si. A preocupação da diretora da escola e dos pais das alunas era com o futuro da equipe quando Cathy, ‘aquela-com-câncer’, não desse mais conta de treiná-las. As meninas, porém, entenderam o recado, elas também queriam ser brave bitches como Cathy. E o resultado está no final do episódio, em uma das mais belas cenas da série.
A cada episódio Adam vem ganhando minha antipatia. Isso começou na temporada passada, mas agora está se intensificando. Ele é um adolescente, que além de passar pelas mudanças da idade, ainda precisa enfrentar a questão da doença da mãe. Porém, ao mesmo tempo em que não quer ser tratado como o garoto-da-mãe-doente, Adam toma atitudes em que espera uma resposta desse tipo, em que passem a mão em sua cabeça e deixem a situação para lá. A porta na cara que tomou da namorada Mia e depois o enfrentamento com os pais, mostrou a Adam que as coisas para o lado dele não serão fáceis. Ainda aposto na personagem de Andrea para dar uns ‘chacoalhões’ no garoto.
Metade da temporada já se foi, e ficamos na torcida para que o bom nível dos episódios se mantenha até o fim, deixando The Big C como uma das grandes séries da temporada.
Creditos:Onaga
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ASS:Henrique P.Brandão-ADMIN