No futebol, domínio não é sinônimo de eficiência. Isso ficou claro nesta quarta-feira, no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, onde o Botafogo dominou as ações, mas foi o Figueirense que foi mais objetivo e venceu por 2 a 0, em partida válida pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Edson Silva e Júlio César, de pênalti, marcaram os gols da equipe da casa, que, assim, encerrou a sequência de seis partidas sem vitórias.
Na próxima rodada, o Figueirense, que chegou aos 19 pontos, vai a Ipatinga enfrentar o Atlético-MG no sábado. No dia seguinte, o Botafogo, que permanece com 22 pontos, joga contra o Vasco, em clássico no Engenhão.
Desde o início da partida foi o Botafogo quem dominou as ações. Envolvendo o Figueirense com posse de bola, o time carioca chegou muito ao ataque. Mas como no futebol o que conta é o gol, levou a melhor quem foi mais efetivo no ataque e aproveitou as oportunidades. Enquanto o time de Caio Júnior abusava dos toques de bola e pouco ameaçava Wilson, os catarinenses balançaram a rede na primeira vez que levaram perigo.
Depois de sofrer falta de Cortês pelo lado direito, Elias cobrou falta na área. Edson SIlva subiu praticamente sozinho e, aproveitando a lentidão de Jefferson na saída, tocou de cabeça para fazer 1 a 0 aos 17 minutos. O zagueiro defendeu o Alvinegro carioca em 2008.
A desvantagem criou nervosismo no Botafogo, que passou a errar muitos passes. Assim, a já ineficaz chegada ao ataque ficou ainda mais comprometida. O Figueirense acertou a marcação e optou por ficar retraído, apostando nos contra-ataques. Elias, Fernandes e Júlio César se movimentavam bem, chegando com perigo ao ataque.
No fim do primeiro tempo, o Figueirense ampliou a vantangem num lance polêmico. Júlio César avançou pela direita e caiu na área após dividida com Antônio Carlos. O árbitro assinalou pênalti, embora aparentemente o zagueiro do Botafogo não tenha tocado no adversário. O próprio atacante cobrou e fez 2 a 0 aos 40 minutos.
Os números no intervalo traduziram perfeitamente que levou a vantagem quem foi mais eficiente. Apesar dos 58% de posse de bola, o Botafogo finalizou apenas três vezes, enquanto o Figueirense chegou ao gol de Jefferson em sete oportunidades.
O Botafogo voltou para o segundo tempo com Lucas no lugar de Alessandro. A mudança teve a intenção de dar maior poder ofensivo, o que realmente aconteceu. No entanto, o que se viu foi uma equipe ainda sem conseguir criar chances claras de gol, apesar do domínio sobre o adversário. O Figueirense procurou se garantir atrás para frear o ímpeto inicial do time carioca.
E de tanto marcar, o Figueirense acabou perdendo um jogador. Edson Silva cometeu falta em Herrera e levou o segundo cartão amarelo aos 20 minutos. Logo depois, quando decidiu substituir Elias por Pittoni, o técnico Jorginho ouviu o coro de burro de uma parte dos torcedores. Em seguida, Caio Júnior tirou os pendurados Herrera e Marcelo Mattos, trocando por Alexandre Oliveira e Felipe Menezes.
Com a vantagem de um homem, o Botafogo encontrou mais espaços para atacar. Mesmo assim, seguiu trocando muitos passes, mas sem mostrar objetividade e arriscar chutes a gol. Bastou o Figueirense manter firme sua marcação para garantir a vitória. Nervoso, o Alvinegro carioca ainda perdeu Maicosuel expulso aos 45 minutos.
Créditos:Junior
Globoesporte.com
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