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Resenha Retrô: Earthworm Jim (SNES) – O Verme Mais Absurdo da Galáxia



Plataforma: Super Nintendo Entertainment System (SNES) | Gênero: Plataforma / Run and Gun | Desenvolvedora: Shiny Entertainment | Lançamento: 1994

Se você procura por um jogo que combina jogabilidade de plataforma de elite com um senso de humor que beira o non-sense, você precisa revisitar Earthworm Jim. Lançado no auge da guerra de consoles entre SNES e Mega Drive (Genesis), este jogo não era apenas mais um título de plataforma: era uma declaração de irreverência, vindo de mentes criativas que buscavam desafiar todas as convenções.

A História Mais Louca da Galáxia

A premissa de Earthworm Jim é totalmente absurda: um verme comum, Jim, tropeça em um "Super Traje Quântico Indestrutível e Hiper-Espacial". De repente, ele se torna um herói intergaláctico com braços, pernas e uma pistola de plasma, embarcando em uma missão para resgatar a Princesa Qual O Nome Dela? (Princess What's-Her-Name) das garras da Rainha Lesma do Mal 4 Milhões (Queen Slug-for-a-Butt).

A história é intencionalmente boba e serve como um pano de fundo para o verdadeiro atrativo do jogo: a jogabilidade caótica e o design de mundo bizarro.

Jogabilidade Caótica e Refinada

Apesar da comédia, Earthworm Jim é um jogo de plataforma exigente e tecnicamente impressionante para o SNES. Jim possui um arsenal de movimentos que o diferencia de outros heróis da época:

  • A Pistola de Plasma: O tiro padrão, essencial para eliminar os inimigos bizarros.

  • O Chicote de Verme (Whiplash): Jim pode usar seu próprio corpo como um chicote para atacar inimigos ou, crucialmente, para se pendurar em ganchos e objetos.

  • O Helicóptero de Verme: O movimento mais icônico. Ao girar seu corpo como um helicóptero, Jim pode planar por curtas distâncias, um recurso vital para navegar pelos gaps e fases traiçoeiras.

O controle é preciso, mas a dificuldade é alta. O jogo exige domínio de cada movimento para superar fases que são verdadeiros puzzles de plataforma e mira.



 Design Visual e Sonoro Absurdo

A verdadeira genialidade de Earthworm Jim reside em seu design de arte. Os gráficos são cartoons animados, vibrantes e cheios de detalhes, impulsionados pela tecnologia da época.

  • Fases Inesquecíveis: Os níveis são surreais e variam drasticamente: de combates subaquáticos contra demônios-tubarões (Snot, no Level Intestinal Distress), a um salto de bungee-jump contra o Professor Macaco Cabeça de Cão (Professor Monkey-for-a-Head), até o icônico "What The Heck?" cheio de portais infernais.

  • Trilha Sonora e Humor: A trilha sonora é excêntrica, misturando rock com jazz e temas clássicos. Os efeitos sonoros, como os grunhidos e gritos hilários de Jim, reforçam a comédia.

Veredito Final: Um Clássico Atemporal

Earthworm Jim é uma cápsula do tempo dos anos 90, quando a originalidade e o humor ultrajante eram celebrados no design de jogos. É um jogo que desafia o jogador com sua dificuldade, mas o recompensa com gargalhadas e o charme de um verme com um Super Traje.

É um título obrigatório para qualquer fã de plataforma do SNES que busca uma experiência diferente, rápida e infinitamente mais estranha do que qualquer coisa que Mario ou Sonic jamais ousariam ser.

Nota Retrô: 9/10 - Absurdo, desafiador e uma obra-prima do cartoon interativo.

Créditos: Henrique

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