Em outubro, o Linkin Park chega ao país para quatro apresentações (São Paulo, dia 7; no Rio de Janeiro, dia 9; em Curitiba, dia 10; em Porto Alegre, dia 11) e o Omelete preparou um especial sobre a carreira da banda. Entre singles de sucesso, videoclipes pirotécnicos e várias participações em trilhas sonoras cinematográficas, a banda é um dos símbolos do new metal dos anos 2000 e emplacou inúmeros hits nas paradas ao longo de 16 anos de carreira.
Nesta primeira parte, um pouco da história e os primeiros momentos de sucesso da banda. Confira:
A origem, a estreia e o sucesso
Antes de contar com a voz marcante de Chester Bennington, o Linkin Park era formado apenas por Mike Shinoda, Rob Bourdon e Brad Delson, todos ainda presentes no grupo. O trio, nascido e criado em Agoura Hills, pequeno município do estado da California, decidiu largar os estudos para se dedicarem à única paixão profissional verdadeira que tinham àquela época: a música. Com a adição de Jon Hahn, Dave Farrel e Mark Wakefield, em 1996, foi formado o Xero, o embrião do que hoje é o Linkin Park.
As fracassadas tentativas de gravar um disco e o pouco retorno por parte dos empresários consultados, fizeram com que Wakefield e Farrel deixassem a banda em 1999. Sem o primeiro, Shinoda e companhia ficaram sem um vocalista principal. Eis então que surgiu Chester Bennington, que, até então, tinha deixado os vocais da banda Grey Daze e por algumas amizades em comum, acabou conhecendo a Xero. Logo nos primeiros ensaios juntos, Bennington se sintonizou com o grupo e dali em diante se consolidava a formação pela qual até hoje o Linkin Park é conhecido.
No entanto, antes de chegarem a definição do nome atual, a banda se chamou Hybrid Theory - que também seria o título do álbum de estreia - mas por já existir uma banda com esse nome, mais uma mudança teve que ser feita. A primeira opção foi Lincoln Park, na California, local onde os integrantes se encontravam para discutir ideias e composições - também não foi uma boa ideia, problemas de direitos autorais poderiam causar problemas no caso de um eventual sucesso. Ainda assim, a homenagem ao parque foi mantida na ideia final, ao alterar o nome próprio do ponto de encontro e definir o nome do grupo como Linkin Park.
Os primeiros traços do som do grupo começaram a surgir com a união do hip-hop de Shinoda, as pickups de Jon Hahn e o vocal pesado de Bennington. As sucessivas frustrações em acordos com gravadoras continuaram até a banda conhecer Jeff Blue, renomado produtor musical estadunidense. A experiência, a admiração pelo trabalhodos garotos e a confiança de que aquele som seria uma nova experiência para o rock daquela época, fizeram com que Blue conseguisse um contrato com a Warner Records para a estreia oficial do Linkin Park.
Até o lançamento de Hybrid Theory, foi um ano de adaptação às regras da gravadoras e uma reorientação do som proposto nas primeiras demos mostradas por Shinoda a Jeff Blue. A chegada do disco às lojas aconteceu em outubro de 2000 e ganhou praticamente todas as manchetes especializadas à época. A nova roupagem que a banda deu ao new metal, já consagrado por bandas como Korn e Limp Bizkit, tomou uma forma no gosto popular e ganhou horas e horas de programação televisiva com videoclipes bem produzidos.
Somente nos Estados Unidos, o álbum vendeu cerca de 10 milhões de cópias, se tornando o disco mais vendido do ano. No mundo inteiro, Hybrid permanece com o melhor marca de vendas nos 16 anos de história da banda, com 24 milhões de discos vendidos. Neste período, aproveitando os derradeiros dias da força do mercado musical na televisão, o Linkin Park emplacou singles e clipes que marcaram época. "In The End", quarto single do álbum, ganhou um vídeo cheio de efeitos especiais, se tornando referência para outras bandas nos anos seguintes. "Crawling" - vencedora do Grammy de Melhor Performance de Rock - , "One Step Closer" e "Papercut" foram outros sucessos do disco que chegaram ao topo das paradas - o último, em especial, se mateve por 32 semanas na liderança da Billboard na Europa.
Meteora e o melhor do Linkin Park
Seguidos do sucesso do álbum e da turnê Hybrid Theory, o Linkin Park ganhou autonomia e espaço suficientes para experimentar e evoluir seu som. Após três anos entre viagens, shows e festivais, a banda se reuniu em estúdio para gravar aquele que ficou reconhecido como a melhor contribuição da banda à música. Meteora chegou às lojas em março de 2003 e na primeira semana, nos EUA, vendeu quase 1 milhão de cópias, batendo todos os recordes estabelecidos até ali. Ainda que tenha sido aclamado pela crítica, a venda mundial não chegou perto da estreia e conseguiu somar "apenas" 16 milhões.
Durante quase um ano, a banda soltou singles de Meteora que, invariavelmente, se tornaram sucesso nas rádios e baladas mundo a fora. A batida do new metal continuava a dominar, no entanto, a inserção de elementos mais pops, misturados com sons de metais, como flautas e violinos, tornaram os hits do álbum ainda mais adequados para o público geral. As inovações também rechearam os videoclipes, entregando desde a animação premiada de "Breaking The Habit", até às histórias de "Numb" e "Somewhere I Belong".
A escolha por mudar mais o rumo em relação à Hybrid e abraçar de um vez um som mais pop e voltado para o público em geral, dividiu os fãs mas foi constatado como sucesso absoluto de vendas. Meteora foi o primeiro passo certo do Linkin Park, rumo ao sucesso mundial, que começou com a primeira turnê mundial da banda. Durante estas viagens, o grupo fez um show para quase 70 mil pessoas em um Morumbi completamente lotado, em setembro de 2004.
Fontes:Omelete
Creditos:Nero
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