Após do ultimo lançamento: The Wolverine Immoral-2013, o filme deu total acesso para a união cósmica da famosa Série dos mutantes, mesmo com pequenos detalhes que faltava para ser acionado, o que realmente me preocupava era o objetivo do filme, mas quando chega ao termino do filme, eu descubro que foi só para limpar a bagunça que o Diretor Bryan causou durante toda franquia, que era o único filme que não tinha ordem cronológica e conseguiu de uma vez, fazer os mutantes e não o Wolverine ( Hugh Jackman) como personagem principal.
No futuro devastado da HQ, apenas quatro X-Men estão vivos: Wolverine, Tempestade e o casal Colossus e Kitty Pryde - todos parte da formação que também atua no presente. Juntam-se a eles Magneto, como aliado (e em uma cadeira de rodas); Franklin Richards, filho dos falecidos Reed Richards e Sue Storm; e sua esposa, Rachel, cujos poderes telecinéticos são capazes de transportar a consciência de uma pessoa para o passado. Na cronologia do presente, além dos quatro mutantes citados no começo do parágrafo, também estão Noturno, Anjo e, claro, Charles Xavier. Do lado dos vilões, a principal antagonista é Mística, que comanda a nova Irmandade de Mutantes, composta por Avalanche, Pyro, Blob e Sina. Sentiu falta de alguém? Pois é, o Mestre do Magnetismo sequer dá as caras neste lado temporal da saga. Isso sem falar no mentor do programa dos Sentinelas, Bolivar Trask, que recebe apenas algumas menções. (Isso na famosa HQ.) No filme, Franklin e Rachel são deixados de lado (mesmo porque pertencem contratualmente à Fox, dona do Quarteto Fantástico); o papel da telepata é adaptado aos poderes de Kitty Pryde. De resto, são reaproveitados mutantes que já haviam aparecido em filmes anteriores: de X-Men 3, vêm Wolverine, Tempestade, Colossus, Xavier, Magneto e Homem de Gelo (que, na HQ, é anunciado como morto na famosa capa de Uncanny X-Men #141). O longa ainda mostra um quarteto de mutantes que não estava presente no quadrinho, nem nos filmes anteriores: Bishop, Blink, Apache e Mancha Solar. Na cronologia do presente, a principal diferença está no aproveitamento de personagens de X-Men: Primeira Classe: além de Magneto e Mística, Fera, morto nos quadrinhos, dá as caras no cinema. Outro que também só aparece nas telonas é Mercúrio.
A principal diferença entre o filme e os quadrinhos está no posto do protagonista. Na HQ, Kitty Pryde é a mutante que tem a consciência enviada ao passado para alertar seus companheiros de X-Men. Ela foi escolhida por ser a novata do time na época. Sua falta de bloqueios mentais tornaria a leitura de seus pensamentos mais fácil por parte de Xavier, fazendo com que eles descobrissem aquele futuro sombrio mais rapidamente. No filme, quem faz a viagem temporal é Wolverine, pois seu fator de cura o torna o único mutante capaz de aguentar os danos cerebrais de passar longos períodos de tempo com a consciência no passado.
Uma diferença importante na condução da trama está entre o balanço entre futuro e presente. Na HQ, a ação é mais balanceada entre ambos os períodos temporais, com os X-Men remanescentes tentando invadir o Edifício Baxter, antiga casa do Quarteto Fantástico e atual centro de comando das Sentinelas. Nos cinemas, o futuro sombrio aparece bem menos, em algumas cenas de luta e em flashes durante as desventuras de Wolverine nos anos 70.
Apesar do esforço, porém, a Fox repete os mesmos erros do passado. Diferente do brilhante Primeira Classe, que priorizava uma excelente história para aproveitar devidamente o elenco, X-Men - Dias de um Futuro Esquecido está muito mais preocupado com a limpeza narrativa que a trama proporciona. O filme parece mais uma desculpa para aposentar o elenco antigo e trazer novos atores à franquia, aproveitando o núcleo de Michael Fassbender (o Magneto), Jennifer Lawrence (a Mística, em versão com maquiagem simplificadíssima) e McAvoy, do que uma aventura à altura dos 50 anos de história dos mutantes.
Em entrevista ao IGN, o roteirista Simon Kinberg falou um pouco sobre a cena pós-créditos de X-Men - Dias de um Futuro Esquecido, que faz a ligação com o próximo filme da série, X-Men: Apocalipse.
Na cena, um Apocalipse adolescente é visto - e venerado pelos egípcios - manipulando com telecinese imensos blocos de pedra, que ele usa para construir as pirâmides do Egito. Segundo Kinberg, o garoto que aparece em cena não é necessariamente o ator que fará Apocalipse no próximo filme. "Aquilo é um vislumbre da profunda história do passado do personagem, mas o nosso filme não se passará no Egito Antigo e provavelmente não teremos um Apocalipse adolescente", diz.
Creditos: Nero
Nenhum comentário:
Postar um comentário