The Amazing Spider-man 2 | Critica

The Amazing Spider-Man 2 foi melhor que o primeiro, mas mesmo com esses efeitos especiais que a Sony investiu muito, acredito que isso pode de alguma maneira acabar com a essência do Herói e todo seu Universo Estabelecido diante aos fatos dos produtores e ao um fã.

É evidente que tudo se volta para o espetáculo num filme desses - o próprio nome já diz - mas a tendência dos roteiros de Alex Kurtzman e Roberto Orci é sempre lidar com o espetaculoso e não necessariamente com o espetacular. A dupla pensa a trama, a ação, as viradas do roteiro por seu potencial de impacto e de retenção da atenção do espectador, e não seu potencial narrativo; é assim nos roteiros de Além da Escuridão - Star Trek, Transformers e neste novo Homem-Aranha também. Impacto não falta em O Espetacular Homem-Aranha 2, na forma de revelações (segredos do passado, do presente) e de expectativas (em torno do destino de alguns personagens, em torno da formação do Sexteto Sinistro). Vilões fazem fila para manter a ação em marcha, um de cada vez, enquanto crises e tragédias são dispostas ao longo da trama de forma mecanizada (o adeus aos pais, o vilão prestes a morrer, a donzela na iminência do perigo). Tudo parece grave e urgente nos filmes de Orci e Kurtzman, mas só na superfície e só por um instante: urgências se resolvem num passo, para dar lugar a urgências novas.

Creditos: Nero

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