Crítica | A Culpa é das Estrelas

Lançado em janeiro de 2012, o livro de Green é um fenômeno certificado por números: traduzido para 46 idiomas; 10,7 milhões de cópias vendidas. É a publicação campeã de vendas do Brasil, com 17.944 exemplares (o segundo colocado, Ansiedade: Como Enfrentar o Mal do Século, vendeu 9112). Valores positivos acompanhados desde o início pela adaptação ao cinema. O primeiro trailer do filme teve 20 milhões de views no YouTube e foi "curtido" 307.537 vezes, a maior marca de um trailer na plataforma de compartilhamento de vídeos. Prodígio que se explica não apenas pela combinação da preferência pelo amor na literatura infanto-juvenil com a visão catastrófica que os adolescentes têm da vida - tudo é definitivo, absoluto, imutável. O segredo de Green está na desmitificação da doença, transformando vítima em heroína.

Ele é tão fiél e as adaptações que foram feitas ficaram tão perfeitas em questão do contexto que nem sequer sentimos falta do que não está alí. A atuação da Shay(Hazel) mais uma vez é o 'ponto forte' do filme assim como em Divergente, Ansel é muito diferente fisicamente do Gus, se formos comparar com o livro. quem o leu obviamente concorda mas isso nem sequer foi um problema pois ele mesmo compensou isso com uma bela atuação representando fielmente o trejeito do personagem e sua personalidade. Outro destaque do filme foi a trilha sonora que está perfeita, e a forma como ela vai sendo ajustada em algumas cenas do filme é mais perfeita ainda, tão perfeita que não resisti e logo após chegar do cinema estava eu baixando ela.

O filme tropeça quando sua fidelidade ao material original cria estranhamento - como na cena em que os amantes se beijam sob aplausos. Na maior parte do tempo, porém, mostra-se consciente de si, recriando o arquétipo do amor fulminante sem se levar pelo óbvio.

Creditos: Amanda

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