Punho de Ferro - 1ª temporada | Crítica
Conhecido do grande público pelo papel de Loras Tyrell em Game of Thrones, Finn Jones interpreta Danny Rand. Após sofrer um acidente de avião que vitimou seus pais, ele passa 15 anos desaparecido. Determinado dia, aparece na porta da megacorporação Rand. Inicialmente, sofre para provar sua identidade às pessoas que agora comandam a empresa, seus antigos amigos de infância Ward (Tom Pelphrey) e Joy (Jessica Stroup).
A apresentação do personagem é interessante, principalmente por mostrar uma pessoa que realmente parece isolado da sociedade há mais de uma década. A forma como ele fala para todos em volta que passou anos sendo treinado em artes marciais por monges até assumir seu papel de Punho de Ferro é bem curiosa. Mostra que ele não tem malícia.
Iron Fist (no original) é, até o momento, a série mais irregular da parceria entre Marvel e Netflix. Tem seus momentos, e de certa forma entrega um bom protagonista, mas ao mesmo tempo falha bastante no desenvolvimento e não abre bem uma porta para Os Defensores. A série é a mais interligada com Demolidor, Jessica Jones e Luke Cage, contando com inúmeras referências e citações, mas ao final fica faltando algo.
O Punho de Ferro é inimigo número um do Tentáculo, uma espécie de máfia oriental especializada em artes marciais que tenta dominar Nova York, e usa a Rand para isso. Danny tentará assumir seu lugar de direito ao mesmo tempo em que tenta acabar com o Tentáculo.
A máfia citada é a principal ameaça da temporada, mas isso não é muito bem desenvolvido. Há inúmeros potenciais vilões, mas nenhum acaba se destacando o bastante. O roteiro, repleto de idas e vindas e reviravoltas, não consegue criar um antagonista principal, tornando a jornada de Danny menos interessante e, por vezes, repetitiva.
Punho de Ferro tinha tudo para não ser apenas mais um conto do herói urbano, apresentando grandiosas lutas performáticas e interessantes vilões super-poderosos - mas a série parece querer fugir disso. Enquanto não está presa em infindáveis salas de reunião, repete movimentos que já vimos nas duas temporadas de Demolidor.
Os defensores de Nova York
Por ser a última série antes de Defensores, Punho de Ferro é a mais recheada de easter eggs e referências, além de emprestar alguns personagens que completam a equação - afinal, todo o universo Marvel dos quadrinhos está conectado.
Mesmo entre falhas, é bonito ver a integração de tudo e a colaboração dos atores nas narrativas de seus personagens. Rosario Dawson é a mesma Claire Temple em todas as quatro produções e traz consigo tudo o que já passou nas temporadas anteriores como bagagem para Punho de Ferro, dando veracidade à sua personagem.
Por mais que tenha uma introdução conturbada, Danny Rand e seu Punho de Ferro serão uma boa adição ao time. A questão que fica é: como Defensores vai resolver as questões deixadas ao fim de cada uma das séries, unir a equipe e seus personagens secundários, introduzir uma ameaça e resolvê-la em apenas oito episódios? Nos resta ver pra saber.
Fontes: Adorocinema, Omelete
Créditos: Nero
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