Após uma visita noturna ao senador que criou a Lei da Polícia Mascarada em Oklahoma, a agente do FBI Laurie Blake vai a Tulsa para assumir a investigação do assassinato. Bem longe dali, o Senhor da Propriedade chama atenção indesejada.
Nos anos que separam os acontecimentos da história de 1985 e a série, Laurie assumiu o sobrenome do pai (Edward Blake, o Comediante), bem como seu senso de humor seco e a vocação para trabalhar a serviço do governo americano, tornando-se uma agente especial do FBI especializada em localizar e combater vigilantes que surjam pelo país.
No terceiro episódio da série, acompanhamos enquanto Blake captura um vigilante (após um assalto a banco forjado pela força-tarefa da qual faz parte, um cenário óbvio até demais que simplesmente funciona) e atira em sua armadura, sem dar a mínima se haveria blindagem por debaixo para protegê-lo dos tiros. Sendo ela mesma uma ex-vigilante, Laurie não esconde de ninguém o desdém que sente por quaisquer dos desocupados que tentam bancar os heróis nas horas vagas, e faz disso sua profissão.
Já em seu apartamento em Washington, D.C., a agente alimenta sua coruja de estimação e coloca Devo para tocar (uma referência não tão óbvia ao quadrinho, no qual Laurie manifestava gostar da banda), antes de ser interrompida pelo senador Joe Keene Jr. de Oklahoma (filho do responsável pela Lei Keene de 1977, que proibiu o vigilantismo em todo o território dos EUA), ele próprio responsável pela implementação de máscaras e identidades secretas para as forças policiais em Tulsa e no restante do Estado.
Ele solicita a Laurie que investigue as circunstâncias da morte de Judd Crawford (Don Johnson), o qual todos acreditam ter morrido nas mãos da Sétima Kavalaria. Laurie não se convence facilmente. Keene, cujas políticas de segurança em Oklahoma são o carro-chefe de sua candidatura à presidência dos Estados Unidos, faz sua oferta: como presidente eleito, poderá fazer qualquer coisa, inclusive retirar determinadas “corujas” de suas gaiolas. A ex-agente não vê outra escolha senão concordar com seus termos.
Necessário ressaltar que, em uma das entradas da Peteypedia (conjunto de informações adicionais do universo da série), conhecemos o destino de Dan Dreiberg, ex-namorado de Laurie outrora conhecido como o vigilante mascarado Coruja II, também co-protagonista do quadrinho original. Ambos foram presos pelo FBI em 1995 por desempenharem atividades de vigilantismo e, aparentemente, apenas Blake conseguiu se safar, indicando que Dreiberg encontra-se sob custódia até hoje. Ao que tudo indica, a agente aceita a missão para tentar libertá-lo.
Os detalhes do apartamento de Laurie denunciam que, a despeito do desprezo que nutre por seu passado e por qualquer um que tente emulá-lo nos dias atuais, a ex-vigilante é incapaz de se desfazer totalmente das memórias. Além da coruja de estimação, Blake mantém um quadro em estilo pop-art com os rostos de Coruja II, Ozymandias, Manhattan e de si mesma pendurado no canto da sala. Como veremos, o passado é uma constante na vida da antiga Espectral II, não importa o quanto empurre para debaixo do tapete.
Ao aterrissar em Tulsa ao lado do agente Dale Petey (Dustin Ingram), Blake não se deixa intimidar por nada e nem por ninguém, cuspindo piadas secas à polícia local e às personagens que conhecemos nas semanas anteriores. Ao interrogar um Espelho (Tim Blake Nelson) bastante desconfortável com sua presença, a agente descobre que o funeral de Crawford ocorrerá em poucas horas, e que sua próxima interrogada, Angela Abar (Regina King), estará lá para fazer o discurso em honra ao falecido amigo.
A interação entre as duas mulheres, aliás, é tensa. Blake analisa a policial mascarada de cima a baixo e solta: “Sabe a diferença entre policiais e vigilantes mascarados? Eu também não”, plenamente ciente da identidade secreta de Abar como Sister Night. A outra, no entanto, não se deixa intimidar: após uma série de insinuações e um ultimato de Laurie caso tentasse obstruir as investigações, Angela retribui com igual desdém ao despejar fora todo o café trazido pela ex-agente como forma de manter a aparência de boas relações. É quase certo que podemos esperar futuras interações ainda mais intrigantes entre ambas nos próximos episódios de “Watchmen“.
Fontes: Delirium Nerd
Créditos: Nero




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