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Os Novos 52 (The New 52): Um Recomeço de 2011

 


Em setembro de 2011, a DC Comics lançou a iniciativa Os Novos 52, reiniciando e relançando 52 títulos mensais de quadrinhos com novas edições #1. O objetivo principal era:

  • Atrair Novos Leitores: A continuidade da DC estava extremamente complexa após décadas de histórias (especialmente a era Pós-Crise). O "reboot" visava simplificar as histórias e fornecer um ponto de partida claro para novos fãs, que poderiam pegar qualquer edição #1 e começar a ler.

  • Modernizar os Personagens: Vários heróis receberam novas origens, personalidades mais "sombrias" e "corajosas" (grim and gritty), e, notavelmente, uniformes redesenhados, geralmente com mais armadura e detalhes.

  • Sincronizar o Universo: A DC tentou estabelecer uma linha do tempo coesa onde a maioria dos heróis estava ativa há aproximadamente cinco anos, com a Liga da Justiça sendo formada recentemente.

A iniciativa foi desencadeada pelos eventos do arco Flashpoint (Ponto de Ignição), onde Barry Allen (Flash) altera a linha do tempo, resultando na criação de uma nova continuidade. Foi um sucesso de vendas inicial, mas a execução do conceito foi a fonte de muitas polêmicas.


Apesar das críticas gerais, alguns títulos se destacaram e são amplamente considerados o ponto alto dos Novos 52:


Polêmicas e Críticas Principais

O descontentamento dos fãs e as polêmicas se concentraram em alguns pontos cruciais:

  • Continuidade Inconsistente: O principal problema. Embora a DC quisesse um "recomeço", não houve um reboot total e alguns personagens mantiveram grande parte de sua história anterior (ex: Batman com todos os seus Robins; Lanterna Verde com sua vasta mitologia), enquanto outros tiveram suas histórias completamente apagadas (ex: Superman e o casamento com Lois Lane). Isso gerou confusão sobre o que era cânone e o que não era, especialmente considerando o prazo de 5 anos de atividade heroica.

  • Perda de Legado e Relacionamentos: Muitos fãs se sentiram "traídos" pelo apagamento de relações icônicas e elementos de legado. O casamento de Superman com Lois Lane foi desfeito, a trindade clássica Superman/Mulher-Maravilha/Batman tinha laços menos profundos, e a história dos Jovens Titãs e da Sociedade da Justiça foi drasticamente alterada ou ignorada.

  • Tom "Grim and Gritty": A DC optou por um tom mais sombrio para muitos personagens. O Superman (o ícone de esperança) foi retratado como mais agressivo e afastado da Lois. Muitos personagens (como a Batgirl) tiveram suas histórias reescritas para ficarem mais "sombrias", alienando leitores.

  • Polêmica da Mulher-Maravilha e Superman: O par romântico clássico Superman/Lois Lane foi substituído por um romance entre Superman e Mulher-Maravilha, uma decisão editorial que gerou grande debate e desagradou a muitos leitores que apreciavam a dinâmica de Lois e Clark.

  • Problemas Editoriais: Houve relatos de interferência editorial excessiva, forçando o "tom sombrio" e causando saídas de talentos criativos devido a desentendimentos sobre a direção dos personagens (notavelmente, o caso da equipe de Batwoman).

O descontentamento levou ao eventual fim dos Novos 52 em 2016 com a iniciativa DC Rebirth (Renascimento), que buscou resgatar o otimismo, os laços e o legado que haviam sido perdidos, incorporando elementos de volta do universo Pré-Flashpoint, mais uma vez com sucesso de crítica e vendas.


Créditos: Nero


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