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Resenha Retrô: The Legend of Zelda: Ocarina of Time (N64) – A Canção do Tempo

 


Plataforma Original: Nintendo 64 | Desenvolvedora: Nintendo EAD | Lançamento: 1998

Se Mario 64 ensinou a indústria a se mover em 3D, Ocarina of Time ensinou como contar uma história épica e imersiva nessa nova dimensão.

Lançado no final de 1998, Ocarina of Time (OoT) foi um evento cultural. Ele transportou os jogadores para uma Hyrule vasta, onde o ciclo de dia e noite, a trilha sonora adaptativa e a narrativa melancólica criaram uma experiência que muitos consideram insuperável até hoje.



1. Gameplay: O Legado do Z-Targeting

A maior contribuição de Ocarina of Time para os games foi a criação do Z-Targeting (travar a mira).

  • O Combate: Antes de Link, lutar em 3D era confuso. Ao permitir que o jogador "travasse" a visão no inimigo, a Nintendo criou um sistema de duelo coreografado que permitia saltos laterais, mortais para trás e defesa precisa.

  • A Ocarina: A música não é apenas trilha sonora; é mecânica. Aprender as canções para alterar o tempo, invocar sua égua (Epona) ou viajar rapidamente entre regiões tornou o instrumento um personagem central.



2. A Estrutura: Dualidade e Tempo

A grande virada do jogo é a divisão entre o Link Criança e o Link Adulto.

  • Mundo em Mudança: Ver a vibrante Market Town do passado se transformar em uma cidade fantasma dominada por Redeads no futuro (após o domínio de Ganondorf) trouxe um peso emocional inédito.

  • Dungeons Geniais: Do interior da Grande Árvore Deku ao infame (e odiado/amado) Templo da Água, o design de mapas de OoT desafiou a lógica dos jogadores com quebra-cabeças espaciais que utilizavam o bumerangue, o gancho (Hookshot) e as flechas elementais.



3. Atmosfera e Narrativa

O jogo transita entre o conto de fadas e o horror gótico. Personagens como a misteriosa Sheik, o aterrorizante Ganondorf e a protetora Impa deram camadas a uma Hyrule que parecia ter história em cada centímetro de grama do Hyrule Field.


 A História: O Destino do Herói

Link é um menino sem fada na Vila Kokiri que é chamado pela Árvore Deku para impedir que o Rei dos Gerudo, Ganondorf, obtenha a Triforce. Ao empunhar a Master Sword no Templo do Tempo, Link acaba dormindo por sete anos, acordando em um mundo devastado. A jornada de amadurecimento — de uma criança assustada a um herói lendário — é o que dá alma ao jogo.




🔄 Versões e Remakes

  • N64 (Original): A versão purista, com o sangue original (depois censurado) e as cores vibrantes do console.

  • Zelda Collector's Edition (GameCube): Um port clássico para a geração seguinte.

  • Ocarina of Time 3D (Nintendo 3DS): Provavelmente a melhor versão para jogar hoje, com gráficos atualizados, 60 FPS e correções no inventário (facilitando a troca das botas no Templo da Água).


🇧🇷 O Impacto no Brasil

No Brasil, Ocarina of Time foi o jogo que fez as crianças aprenderem inglês "na marra" com um dicionário do lado do sofá. Quem não tinha o cartucho em casa passava horas na locadora assistindo aos outros jogarem, apenas para ouvir a música do Lost Woods ou ver o pôr do sol em Hyrule. Foi o título que consolidou o Nintendo 64 como o console dos grandes épicos por aqui.




Veredito Final (Resenha Retrô)

The Legend of Zelda: Ocarina of Time é uma obra-prima impecável. Ele definiu o gênero de aventura em 3D e estabeleceu padrões de narrativa e gameplay que ainda são seguidos quase 30 anos depois. É o coração pulsante do catálogo da Nintendo.

Nota da Resenha Retrô: 10/10 – Ouro Puro.

Créditos: Henrique

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