Plataforma Original: SNES / Mega Drive | Desenvolvedora: LucasArts | Lançamento: 1993
Antes de Resident Evil levar o terror para o lado sério, a LucasArts nos deu Zombies Ate My Neighbors. No controle dos jovens Zeke e Julie, sua missão é simples, mas caótica: salvar seus vizinhos (incluindo bebês, líderes de torcida e cachorros) antes que as criaturas mais bizarras do cinema acabem com eles.
1. Uma Homenagem aos Filmes B
O jogo é um verdadeiro festival de referências. Você enfrentará:
Clássicos: Zumbis, múmias, lobisomens e vampiros.
Terror Trash: Bebês gigantes, bonecos assassinos (estilo Chucky), o assassino da serra elétrica e formigas gigantes.
O Clima: Cada uma das 48 fases tem um título que parece saído de um cartaz de cinema, como "Night of the Living Spuds" ou "Mars Needs Cheerleaders".
2. Gameplay: Inventário Maluco
Para sobreviver, você não usa apenas armas convencionais. O arsenal é uma das partes mais geniais do jogo:
Armas: Pistolas de água (com água benta), latas de refrigerante explosivas, extintores de incêndio, tomates e até cortadores de grama.
Itens de Suporte: Poções que te transformam em um monstro roxo gigante (o "Beast Mode") e o clássico rádio que faz todos os inimigos dançarem.
3. Dificuldade e Cooperativo
Zombies é conhecido por ser um jogo extremamente difícil nas fases avançadas.
O Fator Vizinho: Se todos os vizinhos de uma fase morrerem, é Game Over. Se você perder um vizinho, ele fica morto pelo resto da jogada (a menos que você ganhe um bônus).
Co-op: Jogar sozinho é um desafio, mas em duas pessoas o jogo brilha. A estratégia de dividir os itens e quem salva qual vizinho é o que torna a experiência memorável.
A História (ou a falta dela por um bom motivo)
Diferente de Mega Man X ou Zelda, a história aqui é propositalmente rasa, funcionando apenas como pretexto para o caos. O Dr. Tongue, um cientista louco, liberou essas criaturas de seu castelo para invadir os subúrbios. Zeke e Julie são apenas adolescentes corajosos que usam seus brinquedos e itens domésticos para impedir o apocalipse. O foco é a experiência de sobrevivência, onde o "enredo" é escrito pelas situações absurdas que acontecem em cada partida.
As Versões: SNES vs. Mega Drive
Embora o conteúdo seja o mesmo, existem diferenças técnicas notáveis:
Versão SNES: Possui efeitos sonoros melhores e uma paleta de cores mais vibrante. Um detalhe importante é que no SNES existe um mapa na tela, o que facilita a localização dos vizinhos.
Versão Mega Drive: A música é mais metálica (o que combina com o clima de terror) e a resolução é um pouco diferente, mas a ausência do mapa transparente na tela torna o jogo significativamente mais difícil.
Relançamentos Modernos (PS4/Switch/Xbox): Recentemente, o jogo foi relançado em uma coletânea junto com sua sequência (Ghoul Patrol), trazendo recursos de Save State e galeria de artes.
🇧🇷 Curiosidade: O Clássico das Locadoras
No Brasil, este era o jogo favorito para os finais de semana. Quem nunca alugou o cartucho e ficou tentando anotar as Passwords gigantescas que o jogo gerava? Ele é um exemplo de jogo que une gerações: pais e filhos jogando juntos para salvar o "vizinho do churrasco".
Veredito Final (Resenha Retrô)
Zombies Ate My Neighbors é pura personalidade. É um jogo que não se leva a sério, mas que exige muita habilidade e gerenciamento de recursos. É obrigatório para quem quer um desafio retrô com muito estilo.
Nota da Resenha Retrô: 9.5/10 – O único defeito é não ter um sistema de save, dependendo de passwords longas.
Créditos: Henrique


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