Resenha: Resident Evil Requiem (2026) – Entre a Perfeição e a Decepção

 


Plataformas: PS5, Xbox Series X/S, PC | Desenvolvedora: Capcom | Ano: 2026

Resident Evil Requiem é descrito como uma "montanha-russa". O jogo abandona a família Winters e traz de volta o protagonismo de Leon S. Kennedy, dividindo os holofotes com a novata Grace Ashcroft, filha da jornalista Alyssa Ashcroft (de RE Outbreak). A trama foca na investigação de mortes misteriosas de sobreviventes de Raccoon City, levando-os ao sombrio Hotel Wrenwood.


1. Gameplay: O Híbrido Definitivo

O grande diferencial de Requiem é como ele separa a jogabilidade entre os dois protagonistas, criando duas experiências distintas:

  • Grace Ashcroft (Survival Horror Puro): Com Grace, o jogo volta às raízes. É um terror de sobrevivência cadenciado, focado em exploração, gerenciamento de itens, portas trancadas e atalhos. A sensação é de vulnerabilidade total, com um design de som fantástico que amplifica o medo.



  • Leon S. Kennedy (Ação Refinada): Jogar com Leon herda a mecânica de excelência do RE4 Remake. É focado em combate, precisão e momentos de adrenalina. Leon está em busca de uma cura para uma nova infecção que o afeta diretamente.

2. Perspectiva Dupla (1ª e 3ª Pessoa)

O jogo permite alternar entre a câmera em primeira e terceira pessoa a qualquer momento.

  • A recomendação da IGN é jogar com Grace em terceira pessoa para melhor visualização da movimentação (ela tropeça e corre de forma desajeitada, lembrando a Fiona de Haunting Ground), enquanto com Leon, ambas as câmeras funcionam perfeitamente para o combate.



3. O Retorno a Raccoon City e o "Mercador"

Na segunda metade, o jogo nos leva de volta a uma Raccoon City destruída. Aqui reside um ponto polêmico:

  • Exploração vs. Design: Embora a exploração da cidade seja nostálgica (lembrando o RE3 original), o jogo introduz um sistema de pontos para comprar armas em máquinas de venda, o que quebra um pouco a imersão orgânica de encontrar equipamentos pelo cenário.

  • Inimigos Inusitados: Prepare-se para enfrentar zumbis que utilizam armas de fogo, uma escolha de design que remete aos momentos mais criticados de Resident Evil 6.




O Veredito da Crítica

A reta final do jogo é apontada como o ponto mais fraco, com sequências de ação exageradas que destoam do terror sublime do início. Além disso, a falta de conteúdo pós-game (como um modo Mercenaries no lançamento) deixou um gosto agridoce para os veteranos.



No entanto, a jornada de Grace e o retorno triunfal de Leon ao "terror policial" fazem de Requiem um título obrigatório, mesmo com seus tropeços narrativos.

Nota da IGN Brasil: 8.0/10 – Ótimo.

Créditos: Henrique

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