Plataformas: PS2, PC, Xbox, GameCube | Desenvolvedora: EA Black Box | Ano: 2003
Se existiu um divisor de águas na cultura automobilística dos games, foi este jogo. Influenciado pelo sucesso de Velozes e Furiosos, a EA abandonou os carros de luxo e as pistas europeias para focar na cultura das ruas, no ronco dos motores turbo e, claro, no nitro.
1. Customização: O Templo do Tuning
Antes de Underground, você escolhia a cor do carro e pronto. Aqui, o carro era sua tela de pintura:
Visual: Para-choques, saias laterais, aerofólios gigantes, capôs de fibra de carbono e os icônicos neons coloridos.
Performance: Você sentia a diferença real ao instalar um novo kit de turbo ou reduzir o peso do carro. O objetivo era chegar ao topo do "Ranking de Reputação".
2. Gameplay: Drifts e Drag Races
O jogo introduziu modalidades que se tornaram grampos da franquia:
Drift: Onde o que importava não era a velocidade, mas o ângulo e o controle da traseira do carro.
Drag (Arrancada): Uma prova de reflexo puro, onde você precisava acertar a troca de marcha perfeita enquanto desviava do trânsito em alta velocidade.
3. A Trilha Sonora Imortal
Não dá para falar de NFSU sem citar a trilha sonora. O rap e o rock se fundiam perfeitamente com a estética noturna. A música "Get Low" do Lil Jon & The East Side Boyz se tornou o hino oficial de toda uma geração de jogadores.
Tópico Especial: Por que não saiu no PS1?
Muitos se confundem porque o PS1 ainda era muito popular em 2003, mas a tecnologia de Underground — especialmente o efeito de Motion Blur (o rastro de luz quando você usava o nitro) e os reflexos em tempo real no asfalto molhado — eram pesados demais para o hardware de 32-bits do PS1. O "cinzinha" simplesmente explodiria tentando rodar essa iluminação!
Impacto na ESSB
No Brasil, esse jogo foi o rei das Lan Houses. Era comum ver fileiras de PCs rodando as corridas noturnas. Ele mudou a forma como os brasileiros viam carros, transformando o sonho de consumo de uma Ferrari para um Nissan Skyline ou um Toyota Supra.
Veredito Final
Need for Speed: Underground é o pai da era moderna da franquia. Ele trouxe personalidade, estilo e uma trilha sonora que ainda toca na cabeça de qualquer um que viveu aquela época.
Nota da Resenha: 10/10 – Insuperável em termos de influência cultural.
Créditos: Henrique
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