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Resenha Retrô: Assassin's Creed (PS3\X-Box 360) – O Salto de Fé da Nova Geração

 


Plataforma Original: PS3 / Xbox 360 / PC | Desenvolvedora: Ubisoft Montreal | Lançamento: 2007

Em 2007, a Ubisoft Montreal (com a visão de Patrice Désilets e Jade Raymond) entregou algo que parecia impossível: um mundo aberto histórico, denso e focado em Parkour e furtividade social. Assassin's Creed nos apresentou a Altaïr Ibn-La'Ahad e a eterna guerra entre Assassinos e Templários.



1. A Ambientação: As Cruzadas como você nunca viu

O jogo nos leva para a Terceira Cruzada (1191), e a reconstrução histórica de cidades como Jerusalém, Acre e Damasco foi um feito tecnológico absurdo para o hardware da época.

  • Verticalidade: Diferente de outros jogos de mundo aberto, em Assassin's Creed tudo o que você vê, você pode escalar. O sistema de "escalada livre" mudou a forma como interagimos com cenários urbanos nos games.

  • Furtividade Social: O conceito de se misturar à multidão, usar monges como disfarce ou caminhar calmamente para evitar guardas trouxe uma nova camada estratégica.

2. O Gameplay: A Lâmina Oculta e a Repetição

O combate introduziu o sistema de Contra-ataque (Counter-kill) que se tornaria a marca registrada da série por anos: fluído, violento e extremamente cinematográfico.

  • O Ciclo de Missão: Aqui está o ponto onde o jogo divide opiniões. A estrutura era rígida: Chegar na cidade -> Coletar informações (escutar conversas, bater em batedores) -> Assassinar o alvo -> Fugir para a base. Embora revolucionário, esse ciclo se tornava repetitivo na metade final do jogo.



3. A Reviravolta Sci-Fi: O Animus e Desmond Miles

O marketing do jogo escondeu até o lançamento que a história não era apenas sobre o passado. Fomos apresentados a Desmond Miles no presente, preso pela corporação Abstergo.

  • Conceito: O uso do Animus (uma máquina que lê memórias genéticas) serviu como a desculpa perfeita para explicar elementos de HUD, vidas extras e barreiras de mapa. Foi uma das formas mais inteligentes de integrar mecânicas de jogo à narrativa que já vimos.


 As Versões e o Desempenho

  • Xbox 360: Considerada a melhor versão de console na época, com performance mais estável e melhor resolução de sombras.

  • PS3: Sofreu um pouco com o hardware complexo do console no início, mas recebeu atualizações que corrigiram boa parte dos problemas de performance.

  • PC (Director's Cut Edition): Lançada um pouco depois, trouxe novos tipos de missões de investigação para tentar quebrar a repetição da versão de console.




A História: Honra e Arrogância

A trama segue Altaïr, um mestre assassino que, por pura arrogância, falha em uma missão e quebra o credo dos assassinos. Rebaixado ao nível de aprendiz pelo mestre Al Mualim, ele deve caçar nove alvos templários para recuperar sua honra. Ao longo da jornada, Altaïr (e o jogador) percebe que a linha entre o "bem" e o "mal" é muito mais tênue do que parece, culminando em uma descoberta sobre a Maçã do Éden que mudou tudo.



O Impacto no Brasil

No Brasil, o primeiro Assassin's Creed foi o jogo que fez muita gente finalmente abandonar o PS2 e pular para a nova geração. A ideia de "ser um ninja medieval em Jerusalém" era irresistível. Mesmo sem dublagem em português na época, a comunidade brasileira abraçou a história, criando fóruns imensos para discutir as teorias da conspiração do final do jogo.




Veredito Final (Resenha Retrô)

Assassin's Creed é um diamante bruto. Ele tem falhas de repetição e uma IA que às vezes se perde, mas sua importância histórica é inegável. Ele estabeleceu as bases para que Assassin's Creed II se tornasse uma obra-prima. É o início de uma lenda que dura até os dias de hoje (estamos em 2026 e a série continua firme!).

Nota da Resenha Retrô: 8.5/10 – Essencial para entender a evolução dos jogos de mundo aberto modernos.

Créditos: Henrique

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