Plataforma Original: SNES | Desenvolvedora: Nintendo | Lançamento: 1991
Após o estilo experimental do segundo jogo no NES, a Nintendo decidiu voltar às origens com visão de topo, mas elevando tudo à décima potência. A Link to the Past é uma aula de game design, aventura e segredos.
1. Uma Aventura em Duas Dimensões (Mundos)
O grande trunfo deste título é o conceito de Light World e Dark World.
O Contraste: O que você faz no mundo da luz reflete no mundo das trevas. Essa mecânica de transição entre as duas versões de Hyrule criou puzzles espaciais geniais que fritaram o cérebro dos jogadores na época.
A Escala: Quando você pensa que o jogo está acabando ao derrotar Agahnim, descobre que existe um mundo inteiro novo (e muito mais perigoso) para explorar.
2. Progressão e Itens Icônicos
Aqui vimos o nascimento de muitos itens que se tornaram padrão na série:
O Gancho (Hookshot): Que permitia alcançar áreas antes inacessíveis.
A Master Sword: O momento de retirá-la do pedestal na Lost Woods, com a névoa e os raios de sol, é um dos momentos mais cinemáticos do SNES.
As Botas de Pegasus e as Luvas de Poder: Que davam a sensação real de que Link estava ficando mais forte a cada dungeon.
3. Ambientação e Som
A trilha sonora de Koji Kondo é lendária. Desde o tema épico de Hyrule Field até a música tensa das dungeons e o tema melancólico do Dark World. Visualmente, o jogo usa uma paleta de cores vibrante e efeitos de transparência (como na chuva do início do jogo) que mostravam o poder do Super Nintendo logo nos primeiros anos do console.
A Lenda: Uma Noite de Tempestade e o Legado dos Sábios
Diferente dos jogos anteriores, A Link to the Past começa com uma narrativa densa e cinematográfica. A história não é apenas um pano de fundo, mas o motor que impulsiona cada descoberta do jogador.
O Chamado Telepático: O jogo abre em uma noite chuvosa. Link é acordado por uma mensagem telepática da Princesa Zelda, implorando por socorro das masmorras do castelo. Seu tio sai armado, pedindo que Link fique em casa, mas o destino do herói já estava selado. Ao encontrar seu tio ferido no jardim do castelo, Link recebe sua espada e escudo, assumindo o manto de herdeiro dos Cavaleiros de Hyrule.
A Ascensão de Agahnim: O vilão inicial não é Ganon, mas o feiticeiro Agahnim. Ele surgiu em um momento de desastres naturais em Hyrule, usando sua magia para "salvar" o reino e ganhar a confiança do Rei. No entanto, tudo era um plano para eliminar o monarca e sequestrar as Sete Donzelas (descendentes dos Sete Sábios) para quebrar o selo que prendia o mal ancestral.
A Guerra do Aprisionamento: O enredo mergulha fundo no passado, explicando que, eras atrás, um ladrão chamado Ganondorf Dragmire encontrou a Terra Dourada (Golden Land) e tocou a Triforce. Seu desejo maligno transformou aquele reino no Dark World, uma versão corrompida de Hyrule. Para conter essa escuridão, os Sete Sábios e os Cavaleiros de Hyrule lutaram uma guerra sangrenta para selar o portal.
O Sacrifício e o Herói: A missão de Link evolui de um simples resgate para uma jornada épica: ele precisa provar seu valor obtendo os três Pingentes da Virtude, empunhar a lendária Master Sword e viajar entre os mundos para libertar as donzelas presas em cristais. Somente com o poder delas o caminho para a Torre de Ganon seria revelado, permitindo o confronto final contra o Rei das Trevas.
🔄 As Versões e o Legado
Original (SNES): A experiência pura. Considerada por muitos a versão definitiva pela precisão do controle e fidelidade sonora.
GBA (A Link to the Past & Four Swords): Lançada em 2002, trouxe pequenas mudanças na tradução, vozes para o Link (vindas de Ocarina of Time) e uma dungeon extra exclusiva para quem jogasse o modo multiplayer Four Swords.
Virtual Console / Nintendo Switch Online: Versões fiéis ao original, mas com a facilidade do Save State e a função de rebobinar, o que ajuda muito nas dungeons mais cruéis do Dark World.
🇧🇷 O Molho da Tradução PT-BR
Para o público brasileiro, esse jogo é um dos favoritos para aplicar ROM Hacks de tradução. Como a história de Zelda é rica em lore e dicas de NPCs para encontrar itens escondidos, jogar em português transforma a exploração em algo muito mais prazeroso e acessível, permitindo que todos entendam a profecia dos Sete Sábios.
Veredito Final (Resenha Retrô)
A Link to the Past é um jogo obrigatório para qualquer ser humano que goste de videogames. Ele equilibra exploração, combate e inteligência de uma forma que poucos jogos conseguiram repetir. É o ápice da era 2D da Nintendo.
Nota da Resenha Retrô: 10/10 – Atemporal, desafiador e absolutamente mágico.
Créditos: Henrique


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