Plataforma Original: Arcade (CPS-2) / Dreamcast / PS1 | Desenvolvedora: Capcom | Lançamento: 1998
Se a Guerra Civil dividiu os heróis nos gibis, Marvel vs. Capcom os uniu contra uma ameaça que nenhum universo conseguiria deter sozinho. Este jogo é a celebração máxima da "Era de Ouro" da parceria entre a gigante japonesa e a Casa das Ideias.
1. Gameplay: O Caos Sob Controle
O jogo refinou a mecânica de Tag Team (duplas), mas trouxe temperos novos que o tornaram único:
Duo Team Attack: Diferente dos anteriores, aqui você podia invocar os dois personagens simultaneamente para desferir uma enxurrada de especiais com barra de energia infinita por alguns segundos. Era o caos visual em 2D no seu estado mais puro.
Sistema de Assist (Guest Characters): Pela primeira vez, podíamos escolher um terceiro personagem "ajudante" (como Lou de Three Wonders, Unknown Soldier ou a própria Psylocke) que entrava na tela apenas para um ataque rápido.
2. O Elenco: O Encontro de Mundos
O charme aqui é o ecletismo. De um lado, temos ícones como Homem-Aranha, Capitão América e Venom. Do outro, a Capcom trouxe o "suco" da sua história: Ryu, Mega Man, Morrigan e o carismático Captain Commando.
A Loucura do Ryu: Uma curiosidade técnica fantástica é que o Ryu pode mudar seu estilo de luta no meio da partida para o de Ken ou Akuma, expandindo seu leque de golpes.
3. Visual e Som: A Estética "Cps-2"
A arte de Bengus definiu o visual deste jogo. Os sprites são grandes, coloridos e extremamente fluidos. A trilha sonora é vibrante e os efeitos sonoros (o clássico narrador gritando "Let's go, Crazy!") criam uma atmosfera de adrenalina que pouquíssimos jogos de luta conseguiram replicar.
A História: A Ameaça de Onslaught
O enredo utiliza o vilão mais apelão da década de 90 na Marvel: Onslaught (o Massacre). A consciência fundida de Xavier e Magneto ameaça consumir toda a realidade. Para enfrentá-lo, os heróis da Capcom se juntam aos da Marvel em uma batalha final que acontece em duas formas: a forma humana e a forma colossal, que ocupa quase a tela inteira.
Versões: Onde Jogar?
Arcade/Dreamcast: As versões perfeitas (Arcade Perfect). Sem loadings e com todos os quadros de animação.
PlayStation 1: Devido às limitações de RAM, o PS1 não conseguia rodar o sistema de Tag Team real. O jogo virou um "um contra um" com assistência, o que frustrou muita gente na época, mas ainda assim era o que tínhamos para jogar em casa.
O Impacto nas "Fliperamas" do Brasil
No Brasil, Marvel vs. Capcom era a máquina que sempre tinha uma rodinha de gente em volta. Foi o jogo que uniu o público que amava Street Fighter com a nova geração que estava pirando nos desenhos da Marvel (X-Men e Homem-Aranha). A gíria "apelar" ganhou novos sentidos com os combos infinitos e os especiais duplos que travavam a tela.
Veredito Final (Resenha Retrô)
Marvel vs. Capcom: Clash of Super Heroes é o ápice de uma era. Ele é rápido, barulhento, estiloso e extremamente divertido. Embora o sucessor (MvC2) tenha um elenco maior, o primeiro tem um equilíbrio e uma identidade visual que muitos puristas preferem.
Nota da Resenha Retrô: 9.5/10 – O Crossover dos sonhos.
Créditos: Henrique


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