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Resenha Retrô: Metal Warriors – A Obra-Prima Esquecida da LucasArts



Plataforma Original: SNES | Desenvolvedora: LucasArts | Lançamento: 1995

Embora muitas vezes confundido com a série Cybernator (Assault Suits Valken), Metal Warriors é um título independente e, para muitos, superior. Ele mistura combate de mechas com a liberdade de um jogo de plataforma, criando uma dinâmica que poucos jogos daquela geração conseguiram replicar.

Metal Warriors, lançado em 1995 pela LucasArts, é frequentemente chamado de "o melhor jogo que quase ninguém jogou" no Super Nintendo. Ele não é apenas um jogo de robôs; é uma obra-prima de ação e estratégia que levou o hardware do SNES ao limite.

1. Gameplay: O Piloto Faz a Diferença

A maior inovação de Metal Warriors é a possibilidade de sair do robô.



  • O Fator Humano: Você controla o piloto Stone. Se o seu mecha estiver prestes a explodir, você pode ejetar e correr pelo cenário como um pequeno soldado. Isso permite que você invada bases inimigas por entradas estreitas ou, o mais épico: roube um robô inimigo vazio.

  • Variedade de Mechas: O jogo oferece seis robôs distintos, cada um com uma jogabilidade única:

    • Nitro: O equilíbrio perfeito, com habilidade de voar e um escudo de energia.

    • Havoc: O brutamontes com foco em combate corpo a corpo.

    • Prometheus: Um tanque pesado com poder de fogo devastador.

    • Spider: Capaz de andar no teto e disparar teias.

    • Ballistic: Transforma-se em uma esfera veloz.

    • Draco: O dragão voador ágil.




2. Level Design e Destruição

Os cenários de Metal Warriors são altamente interativos e destrutíveis. Paredes podem ser implodidas para criar novos caminhos, e o uso de gravidade zero em algumas fases espaciais adiciona um nível de desafio tático incrível. A sensação de peso dos robôs é transmitida perfeitamente pelo som e pela animação.



3. O Lendário Modo Multiplayer

Se a campanha solo já é excelente, o modo Versus é onde o jogo brilha eternamente.

  • Duelos Estratégicos: Dois jogadores se enfrentam em arenas fechadas. A tensão de ver seu robô sendo destruído e ter que fugir como piloto para tentar encontrar um mecha novo no mapa enquanto seu amigo te persegue é uma das experiências mais divertidas do SNES. É o "avô" de muitos jogos de combate em arena modernos.


A História: A Resistência contra a Axis

A trama se passa no ano de 2102. A Terra está sob ataque da ditadura galáctica conhecida como Axis, liderada pelo vilão Venkar Amon. Você controla Stone, um piloto das Forças Terrestres que lidera a resistência. Embora a história seja contada através de cenas estáticas entre as missões, o estilo visual "anime" (muito similar aos desenhos de mecha dos anos 80/90) dá um tom heroico e dramático à jornada. Não é uma história complexa, mas cumpre o papel de te fazer sentir como a última esperança da humanidade.




Versões e Colecionismo

  • Exclusividade SNES: Diferente de outros jogos da LucasArts, este nunca foi portado para o Mega Drive, o que o torna uma joia exclusiva do console da Nintendo.

  • Raridade: No mercado de colecionadores, o cartucho original de Metal Warriors é um dos mais caros e cobiçados, devido à sua baixa tiragem na época.

  • Traduções PT-BR: Como as briefings das missões são importantes para saber o objetivo, as ROM hacks traduzidas no Brasil são muito valorizadas para quem quer entender cada detalhe da resistência contra a Axis.


O Sucesso nas Locadoras

No Brasil, Metal Warriors era aquele "jogo surpresa". Você alugava pela capa com robôs gigantes e acabava descobrindo um dos melhores multiplayers da sua vida. Era comum ver duplas passando a tarde inteira jogando o modo Versus, gritando quando alguém conseguia roubar o robô do outro.


Veredito Final (Resenha Retrô)

Metal Warriors é obrigatório. Ele combina animações fluidas, trilha sonora épica e uma jogabilidade que exige reflexos e inteligência. É um testemunho do talento da LucasArts em sua era de ouro.

Nota da Resenha Retrô: 10/10 – Um clássico absoluto que merece ser jogado por toda nova geração.

Créditos: Henrique

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