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Resenha Retrô: Super Mario 64 (N64) – A Revolução em 360°

 


Plataforma Original: Nintendo 64 | Desenvolvedora: Nintendo EAD | Lançamento: 1996

Lançado junto com o console, Super Mario 64 não foi apenas um jogo; foi o manual de instruções para toda a indústria sobre como mover uma câmera e um personagem em um ambiente tridimensional.


1. A Liberdade do Analógico

Pela primeira vez, a velocidade do Mario dependia de quanto você empurrava o direcional analógico.

  • Movimentação: O "triplo pulo", o "salto mortal para trás" e o "mergulho" deram ao Mario uma agilidade nunca vista. Controlar o personagem era divertido por si só, mesmo antes de entrar nas fases.

  • O Castelo da Peach: O hub do jogo é um dos mais icônicos da história. Descobrir segredos nas paredes, pular em quadros e ouvir o eco dos passos do Mario transformou o castelo em um personagem vivo.



2. As Estrelas e a Exploração

Diferente dos jogos de plataforma lineares, Mario 64 introduziu objetivos abertos.

  • Missões: Cada quadro (fase) tinha 6 estrelas principais (mais a das 100 moedas). Você podia escolher qual objetivo perseguir primeiro, o que dava uma sensação de liberdade e descoberta sem precedentes em 1996.

  • As Máscaras (Caps): A Wing Cap (voar), a Metal Cap (invencibilidade e peso) e a Vanish Cap (atravessar paredes) substituíram os power-ups clássicos de forma brilhante, integrando-se aos quebra-cabeças das fases.



3. A Câmera (Lakitu)

Pode parecer comum hoje, mas em 1996, ter um "cinegrafista" (o Lakitu) que você podia controlar com os botões amarelos (C-Buttons) para ajustar o ângulo da visão foi uma inovação técnica que permitiu que o 3D funcionasse sem deixar o jogador tonto.


A História: Bolo e Pinturas

A trama é a clássica: Bowser sequestrou a Princesa Peach e roubou as Estrelas de Poder do castelo, escondendo-as dentro das pinturas. Mario precisa recuperar as estrelas para quebrar o feitiço e resgatar a princesa. É simples, mas a forma como a história se expande através dos diálogos com os Toad e as batalhas com o Bowser (girando ele pelo rabo!) é pura magia Nintendo.




 Versões: O Legado do Castelo

  • Original (N64): A experiência pura, com a trilha sonora inesquecível de Koji Kondo.

  • Super Mario 64 DS: Um remake para o portátil que adicionou Yoshi, Luigi e Wario como personagens jogáveis e 30 estrelas extras.

  • Super Mario 3D All-Stars (Switch): Uma versão em alta definição que preserva o gameplay original para as novas gerações.


Curiosidade: O "Papai" do 3D no Brasil

No Brasil, quem tinha um N64 era o rei da locadora. Super Mario 64 era o jogo que ficava ligado na TV da vitrine para atrair as pessoas. Foi o título que provou para os brasileiros que os polígonos eram o futuro, e ver o Mario voando pela primeira vez na fase Bob-omb Battlefield é uma memória compartilhada por 10 entre 10 gamers daquela época.


Veredito Final (Resenha Retrô)

Super Mario 64 é a fundação do gaming moderno. Ele pode ter algumas texturas datadas hoje, mas o design das fases e a precisão do controle continuam sendo uma aula de como fazer um jogo divertido.

Nota da Resenha Retrô: 10/10 – O marco zero da terceira dimensão.

Créditos: Henrique

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