Postagens Especiais (CLIQUE NO BANNER)

http://essb-nero.blogspot.com.br/p/lista-de-comics.html

Resenha: Resident Evil 7 (PS4, PC, X-BOX SERIES) – O Medo Volta para Casa

 


Plataforma Original: PS4, Xbox One, PC | Diretor: Koshi Nakanishi | Ano: 2017

Resident Evil 7 chocou o mundo ao abandonar a terceira pessoa e adotar a primeira pessoa. A mudança não foi apenas estética; foi uma ferramenta para tornar o horror pessoal, sufocante e inevitável.

1. Bem-vindo à Família, Filho!

Saem os agentes de elite e entra Ethan Winters, um homem comum em busca de sua esposa desaparecida, Mia. Ele acaba na propriedade rural dos Baker, na Louisiana.

  • A Família Baker: Diferente dos chefes gigantescos anteriores, Jack, Marguerite e Lucas são vilões íntimos. Eles te perseguem pela casa, jantam com você e gritam seu nome. Jack Baker se tornou um ícone instantâneo do terror moderno.

  • A Mansão Dulvey: O cenário é um personagem à parte. Corredores estreitos, rangidos de madeira e o cheiro de mofo quase podem ser sentidos pelo jogador. É o retorno ao design "Mansão Spencer", onde você precisa de chaves específicas e resolve puzzles para avançar.



2. O Retorno do Survival Horror Real

A Capcom ouviu os fãs e trouxe de volta os pilares clássicos:

  • Escassez: A munição é rara e cada tiro errado dói na alma.

  • Gerenciamento: O baú de itens e o inventário limitado exigem decisões difíceis.

  • As Safe Rooms: O alívio ao ouvir a música da sala de salvamento é a maior prova de que o jogo cumpre seu papel de assustar.



3. A Engine da Nova Era (RE Engine)

Este foi o jogo que estreou a RE Engine, que hoje move todos os sucessos da Capcom. O realismo das texturas, o suor na pele e a iluminação fotorrealista elevaram o padrão visual da indústria. Além disso, o suporte completo ao PS VR transformou a experiência em algo quase traumático para os mais corajosos.




 Curiosidade: Not a Hero (DLC Gratuita)

A DLC gratuita "Not a Hero" permite que os fãs de ação matem a saudade de socar monstros, mas agora com uma abordagem mais tática e sombria, fechando as pontas soltas da trama dos Baker. Esta DLC traz o retorno de Chris Redfield. Situada logo após Ethan ser resgatado, Chris entra nas minas de sal para capturar Lucas Baker.

  • Ação Tática: Diferente do Ethan, Chris é um soldado treinado. Ele tem socos potentes, uma faca tática e equipamentos modernos (como filtros de ar para gases tóxicos).

  • O Desfecho de Lucas: É aqui que finalmente enfrentamos o membro mais sádico da família Baker em uma batalha final tensa e tecnológica.

  • Conexão: Ela serve para mostrar que a nova "Blue Umbrella" está tentando limpar a bagunça deixada pela antiga empresa.

DLC 2: End of Zoe (O Fim de Zoe)

Se você achava o Chris "brucutu", conheça Joe Baker, o tio de Zoe. Esta DLC se passa após o fim do jogo principal e é, talvez, a mais divertida e inusitada.

  • Mãos Nuas: Joe não usa armas de fogo. Ele enfrenta os monstros (Mofados) no soco. Você literalmente faz combos de boxe e finalizações de luta livre em crocodilos e mutantes.

  • A Missão: Joe tenta encontrar uma cura para Zoe, que foi deixada para trás na propriedade. É uma história de redenção familiar com um tom de filme de ação dos anos 80.

  • O Luva de Força: No final, Joe ganha um protótipo de braço mecânico que torna os golpes ainda mais devastadores.

DLC 3: Gravações Proibidas (Banned Footage Vol. 1 & 2)

Aqui a Capcom explorou o lado mais "experimental" do terror, dividindo o conteúdo em fitas de vídeo encontradas na mansão:

  • Quarto (Bedroom): Um puzzle estilo escape room onde você está preso em uma cama pela Marguerite e precisa escapar sem que ela perceba as mudanças no quarto. Genial e tenso.

  • Pesadelo (Nightmare): Um modo de sobrevivência em ondas (Horde Mode) onde você precisa fabricar armas e sobreviver até o amanhecer.

  • 21: Um jogo de cartas (Blackjack) mortal e sádico organizado por Lucas Baker. É puro terror psicológico no estilo "Jogos Mortais".

  • Aniversário de 55 anos de Jack: Um modo bônus cômico onde você precisa "alimentar" o Jack Baker com comidas espalhadas pelo cenário o mais rápido possível.


Para a comunidade da ESSB, RE7 foi um divisor de águas. Foi o jogo que provou que Resident Evil não precisava de Michael Bay para ser relevante. Ele trouxe de volta as discussões de "lore" e teorias sobre a Umbrella e novas ameaças biológicas (como o Mofo), renovando o público da franquia.


Veredito Final (Resenha)

Resident Evil 7 é uma obra-prima de atmosfera. Ele conseguiu a proeza de parecer algo totalmente novo e, ao mesmo tempo, o jogo mais fiel ao espírito original de 1996. É indispensável para qualquer fã de terror.

Nota da Resenha: 9.5/10 – O renascimento glorioso do medo.

Créditos: Henrique

Nenhum comentário:

Pesquisar este blog