Plataforma Original: PS4, Xbox One, PC | Diretor: Koshi Nakanishi | Ano: 2017
Resident Evil 7 chocou o mundo ao abandonar a terceira pessoa e adotar a primeira pessoa. A mudança não foi apenas estética; foi uma ferramenta para tornar o horror pessoal, sufocante e inevitável.
1. Bem-vindo à Família, Filho!
Saem os agentes de elite e entra Ethan Winters, um homem comum em busca de sua esposa desaparecida, Mia. Ele acaba na propriedade rural dos Baker, na Louisiana.
A Família Baker: Diferente dos chefes gigantescos anteriores, Jack, Marguerite e Lucas são vilões íntimos. Eles te perseguem pela casa, jantam com você e gritam seu nome. Jack Baker se tornou um ícone instantâneo do terror moderno.
A Mansão Dulvey: O cenário é um personagem à parte. Corredores estreitos, rangidos de madeira e o cheiro de mofo quase podem ser sentidos pelo jogador. É o retorno ao design "Mansão Spencer", onde você precisa de chaves específicas e resolve puzzles para avançar.
2. O Retorno do Survival Horror Real
A Capcom ouviu os fãs e trouxe de volta os pilares clássicos:
Escassez: A munição é rara e cada tiro errado dói na alma.
Gerenciamento: O baú de itens e o inventário limitado exigem decisões difíceis.
As Safe Rooms: O alívio ao ouvir a música da sala de salvamento é a maior prova de que o jogo cumpre seu papel de assustar.
3. A Engine da Nova Era (RE Engine)
Este foi o jogo que estreou a RE Engine, que hoje move todos os sucessos da Capcom. O realismo das texturas, o suor na pele e a iluminação fotorrealista elevaram o padrão visual da indústria. Além disso, o suporte completo ao PS VR transformou a experiência em algo quase traumático para os mais corajosos.
Curiosidade: Not a Hero (DLC Gratuita)
A DLC gratuita "Not a Hero" permite que os fãs de ação matem a saudade de socar monstros, mas agora com uma abordagem mais tática e sombria, fechando as pontas soltas da trama dos Baker. Esta DLC traz o retorno de Chris Redfield. Situada logo após Ethan ser resgatado, Chris entra nas minas de sal para capturar Lucas Baker.
Ação Tática: Diferente do Ethan, Chris é um soldado treinado. Ele tem socos potentes, uma faca tática e equipamentos modernos (como filtros de ar para gases tóxicos).
O Desfecho de Lucas: É aqui que finalmente enfrentamos o membro mais sádico da família Baker em uma batalha final tensa e tecnológica.
Conexão: Ela serve para mostrar que a nova "Blue Umbrella" está tentando limpar a bagunça deixada pela antiga empresa.
DLC 2: End of Zoe (O Fim de Zoe)
Se você achava o Chris "brucutu", conheça Joe Baker, o tio de Zoe. Esta DLC se passa após o fim do jogo principal e é, talvez, a mais divertida e inusitada.
Mãos Nuas: Joe não usa armas de fogo. Ele enfrenta os monstros (Mofados) no soco. Você literalmente faz combos de boxe e finalizações de luta livre em crocodilos e mutantes.
A Missão: Joe tenta encontrar uma cura para Zoe, que foi deixada para trás na propriedade. É uma história de redenção familiar com um tom de filme de ação dos anos 80.
O Luva de Força: No final, Joe ganha um protótipo de braço mecânico que torna os golpes ainda mais devastadores.
DLC 3: Gravações Proibidas (Banned Footage Vol. 1 & 2)
Aqui a Capcom explorou o lado mais "experimental" do terror, dividindo o conteúdo em fitas de vídeo encontradas na mansão:
Quarto (Bedroom): Um puzzle estilo escape room onde você está preso em uma cama pela Marguerite e precisa escapar sem que ela perceba as mudanças no quarto. Genial e tenso.
Pesadelo (Nightmare): Um modo de sobrevivência em ondas (Horde Mode) onde você precisa fabricar armas e sobreviver até o amanhecer.
21: Um jogo de cartas (Blackjack) mortal e sádico organizado por Lucas Baker. É puro terror psicológico no estilo "Jogos Mortais".
Aniversário de 55 anos de Jack: Um modo bônus cômico onde você precisa "alimentar" o Jack Baker com comidas espalhadas pelo cenário o mais rápido possível.
Para a comunidade da ESSB, RE7 foi um divisor de águas. Foi o jogo que provou que Resident Evil não precisava de Michael Bay para ser relevante. Ele trouxe de volta as discussões de "lore" e teorias sobre a Umbrella e novas ameaças biológicas (como o Mofo), renovando o público da franquia.
Veredito Final (Resenha)
Resident Evil 7 é uma obra-prima de atmosfera. Ele conseguiu a proeza de parecer algo totalmente novo e, ao mesmo tempo, o jogo mais fiel ao espírito original de 1996. É indispensável para qualquer fã de terror.
Nota da Resenha: 9.5/10 – O renascimento glorioso do medo.
Créditos: Henrique


Nenhum comentário:
Postar um comentário