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Resenha Retrô: Justice League Heroes (PS2) – A União faz a Força

 


Plataforma Original: PlayStation 2 / Xbox | Desenvolvedora: Snowblind Studios | Ano: 2006

 Enquanto a Marvel brilhava com Ultimate Alliance, a DC tentou responder à altura com este RPG de ação que, para muitos brasileiros, foi o primeiro contato com a dinâmica de equipe da Liga nos games.

Lançado em uma época em que os jogos de super-heróis estavam migrando para o estilo "Beat 'em up com elementos de RPG", Justice League Heroes trouxe a visão isométrica clássica para o universo DC, focando em uma trama que envolvia desde o Brainiac até o temível Darkseid.



1. Gameplay: Duplas Dinâmicas

Diferente de outros jogos onde você controla quatro personagens, aqui o foco é na dupla.

  • Sistema de Troca: Você joga com dois heróis por fase, podendo alternar entre eles ou jogar em co-op com um amigo.

  • Customização de Poderes: O jogo introduziu um sistema de "Boosts" (esferas de poder) que você equipava para aumentar o dano, diminuir o custo de energia ou aumentar o alcance das habilidades. Isso permitia que você deixasse o Superman ou a Mulher-Maravilha com a sua cara.


2. O Elenco e a Dublagem

O jogo não economizou no fanservice. Além da trindade (Batman, Superman e Mulher-Maravilha), podíamos jogar com o Flash (Wally West), Lanterna Verde (John Stewart), Caçador de Marte e Zatanna.

  • Personagens Desbloqueáveis: O jogo recompensava o jogador com versões alternativas, como o Lanterna Verde (Kyle Rayner) e a Supergirl, além de uniformes clássicos das HQs.

3. Narrativa de Quadrinhos

A história foi escrita pelo veterano Dwayne McDuffie (um dos mestres por trás da série animada Liga da Justiça Sem Limites). Isso garantiu que os diálogos e a personalidade dos heróis fossem extremamente fiéis ao que os fãs amavam. A trama começa simples, com uma invasão aos laboratórios S.T.A.R., mas escala para uma ameaça cósmica que exige todo o poder da Liga.




Curiosidade: A "Irmã" de Baldur’s Gate

O jogo utiliza a engine de Baldur’s Gate: Dark Alliance, o que explica por que a movimentação e o combate parecem tão fluidos e satisfatórios para a época. O cenário era parcialmente destrutível, permitindo que o Superman jogasse carros ou que o Lanterna Verde criasse marretas gigantes para esmagar o cenário.



No Brasil, esse jogo foi um sucesso estrondoso porque saiu próximo ao auge do desenho animado no SBT. Jogar com a Liga da Justiça no PS2 era o sonho de qualquer criança, e o fato de ser um jogo relativamente fácil de aprender o tornou um favorito absoluto para o multiplayer de sofá.


Veredito Final (Resenha Retrô)

Justice League Heroes pode não ter a profundidade de um Injustice ou a escala de um Arkham, mas é um jogo honesto, divertido e nostálgico. É uma jornada obrigatória para quem quer sentir o poder dos maiores heróis da Terra sem complicações.

Nota da Resenha Retrô: 7.5/10 – O brilho da DC na era 128-bits.

Créditos: Henrique

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