rash Bandicoot surgiu para preencher o vazio de um mascote para a Sony. O marsupial laranja, vítima das experiências do Dr. Neo Cortex, não era o herói certinho: ele era maluco, expressivo e tinha um senso de humor caótico.
1. O "Sonic’s Ass Game"
Durante o desenvolvimento, o apelido interno do jogo era "Sonic’s Ass Game" (O jogo da bunda do Sonic). Isso porque, diferente dos jogos de plataforma da época que usavam mundos abertos (Mario 64), Crash focava em corredores lineares onde você via o personagem por trás.
Precisão: Isso permitiu gráficos muito mais detalhados e uma jogabilidade de plataforma extremamente precisa e desafiadora.
2. Dificuldade Raiz
Não se deixe enganar pelo visual de desenho animado. O primeiro Crash é difícil.
As Relíquias e Gemas: Conseguir todas as gemas exigia terminar as fases sem morrer uma única vez e quebrando todas as caixas.
Fases Icônicas: Quem não teve pesadelos com a fase da ponte na neblina (The High Road) ou fugindo da pedra gigante ao estilo Indiana Jones?
3. Som e Visual
A trilha sonora composta por Mutato Muzika é inconfundível, com aquele ritmo de selva feito com xilofones e percussão. Visualmente, o jogo era o "estado da arte" do PS1, com animações faciais que davam uma personalidade única ao Crash, especialmente em suas hilárias animações de morte.
Curiosidade: O Milagre da Programação
A Naughty Dog "hackeou" o hardware do PlayStation 1 para fazer o jogo rodar. Eles descobriram formas de carregar os dados do CD de maneira tão eficiente que o console conseguia exibir mais polígonos na tela do que a própria Sony achava possível. Sem o gênio técnico da equipe, Crash nunca teria aquele visual tão polido.
No Brasil, Crash foi o "rei do camelô". Quase todo mundo que teve um PS1 (desbloqueado ou não) tinha o disco do Crash. Ele era o jogo que você mostrava para os amigos para provar que o PlayStation era mais potente que os outros. É a definição de infância para a geração dos anos 90.
Veredito Final (Resenha Retrô)
Crash Bandicoot é um clássico obrigatório. Embora as sequências (Cortex Strikes Back e Warped) tenham refinado a jogabilidade, o primeiro jogo ainda é uma aula de design e carisma. É o início de um legado que resiste até hoje.
Nota da Resenha Retrô: 9.0/10 – O marsupial que colocou a Sony no mapa.
Créditos: Henrique
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