Plataforma Original: Super Nintendo | Desenvolvedora: LucasArts | Ano: 1994
Embora muitos o conheçam como a sequência espiritual (e oficial) do lendário Zombies Ate My Neighbors, ele carrega uma identidade própria — e uma história de bastidores curiosa.
Zeke e Julie estão de volta! Depois de salvarem os vizinhos de monstros clássicos do cinema, nossos heróis adolescentes acabam libertando uma entidade maligna de um livro antigo em uma biblioteca. Agora, eles precisam viajar por diferentes épocas para limpar a bagunça.
1. Evolução ou Mudança?
Diferente do ritmo frenético e cartunesco do primeiro jogo, Ghoul Patrol tentou ser um pouco mais "sério" e polido:
Novas Movimentações: Agora os personagens podem pular e dar um rolamento tático para desviar de ataques, algo que fazia muita falta no jogo anterior.
Gráficos Detalhados: Os sprites são maiores e mais detalhados, com cenários que vão desde cidades infestadas por fantasmas até o Japão feudal e bibliotecas assombradas.
2. O Arsenal e os Inimigos
O jogo mantém a visão aérea (top-down), mas muda o foco das armas. Saem as pistolas de água e entram bestas, armas de plasma e metralhadoras. Os inimigos também são mais variados, com chefes de fase que ocupam boa parte da tela e exigem estratégia para serem derrotados.
3. A Polêmica do Desenvolvimento
Um segredo que muitos não sabem: Ghoul Patrol não foi desenvolvido pela mesma equipe principal de Zombies Ate My Neighbors. Ele foi feito por uma equipe externa (Motion Pixel) usando a engine do primeiro jogo. Por isso, a física e o "feeling" do jogo são ligeiramente diferentes, o que gerou debates entre os fãs puristas na época.
Assim como seu antecessor, jogar Ghoul Patrol sozinho é um teste de paciência, mas jogar em co-op é onde o brilho aparece. Coordenar os itens de cura e dividir a munição enquanto as hordas de ghouls cercam a dupla é a receita perfeita para uma tarde nostálgica de SNES.
Veredito Final (Resenha Retrô)
Ghoul Patrol pode não ter o mesmo impacto revolucionário do primeiro jogo, mas é uma sequência sólida e divertida. Para quem ama a estética de terror dos anos 90 da LucasArts, é uma parada obrigatória.
Nota da Resenha Retrô: 8.0/10 – Uma aventura de arrepiar (e rolar).
Créditos: Henrique
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