Plataforma Original: Super Nintendo (SNES) | Desenvolvedora: Capcom | Ano: 1994
Mega Man X2 acontece seis meses após a derrota de Sigma. X agora é o líder dos Maverick Hunters, mas a paz dura pouco: um grupo chamado "X-Hunters" surge com um plano sinistro — eles possuem as partes do corpo do falecido Zero e as usam como isca para atrair X para uma armadilha.
1. O Chip C4: Gráficos à Frente do Tempo
A Capcom utilizou um chip especial dentro do cartucho, o Cx4, que permitia ao SNES realizar cálculos matemáticos para efeitos de wireframe e rotação 3D simples.
Impacto Visual: Isso resultou em chefes mais complexos (como o Magna Centipede) e sequências de introdução com polígonos que eram de cair o queixo para a época.
2. Gameplay: Velocidade e Segredos
A jogabilidade de X2 é considerada por muitos a mais fluida da trilogia original.
A Giga Armor: O set de armadura deste jogo é icônico. O destaque vai para o Air Dash (o pulo com impulso no ar), que mudou completamente a forma de explorar as fases.
O Shoryuken: Seguindo a tradição de Street Fighter, se você encontrar o segredo mais bem guardado do jogo, X pode aprender o golpe do Ryu/Ken, capaz de derrotar quase qualquer chefe com um único acerto.
3. A Missão Secundária: Reconstruindo o Zero
Pela primeira vez, o jogo oferecia um objetivo opcional que alterava o final: derrotar os três X-Hunters (Agile, Serges e Violen) em fases específicas para recuperar as partes de Zero. Se você falhasse, teria que enfrentar um Zero corrompido antes do chefe final, o que adicionava uma camada dramática fantástica à história.
Os Mavericks de X2 têm alguns dos nomes e designs mais criativos, como o Wheel Gator em seu tanque de óleo e o Crystal Snail com sua mecânica de câmera lenta. A trilha sonora, com guitarras sintetizadas pesadas, dava o tom de urgência perfeito para a missão.
Nas locadoras do Brasil, Mega Man X2 era o cartucho que nunca parava na prateleira. Era o jogo dos "desafios de tempo" e de quem conseguia pegar o Shoryuken primeiro. Para a nossa comunidade, ele representa o auge da era 16-bits da Capcom, antes da série migrar para o PlayStation.
Veredito Final (Resenha Retrô)
Mega Man X2 é a sequência perfeita. Ele não tenta reinventar a roda, mas a aprimora em todos os sentidos. É rápido, desafiador e recompensador, mantendo o status de um dos melhores jogos de plataforma de todos os tempos.
Nota da Resenha Retrô: 9.8/10 – Um clássico absoluto.
Créditos: Henrique
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