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Resenha Retrô: Justice League Task Force (SNES/ Mega Drive) – O Embate dos Deuses

 


Plataforma Original: Super Nintendo (SNES) / Mega Drive | Desenvolvedora: Sunsoft / Blizzard Entertainment | Ano: 1995

Se o Mortal Kombat foi o auge da violência digitalizada, Justice League Task Force (1995) foi a tentativa da DC Comics de entrar no ringue dos jogos de luta 16-bits para competir com Street Fighter e X-Men: Mutant Apocalypse.

Sim, você leu certo: este jogo teve o envolvimento da Blizzard (antes de se tornar a gigante de Warcraft) na versão de SNES. Embora não tenha o mesmo polimento técnico dos gigantes da Capcom, Justice League Task Force é um título curioso que tentou trazer o peso da Liga da Justiça para o combate um contra um.



1. O Elenco: O "Dream Team" da DC

O jogo foca nos pilares da editora na época:

  • Os Ícones: Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Aquaman e Arqueiro Verde.

  • O Visual: Os sprites são grandes e tentam seguir um estilo mais realista e musculoso, inspirado diretamente nas HQs dos anos 90. Ver o Aquaman com seu visual clássico e o Superman com o icônico traje azul enfrentando o Batman era o sonho de qualquer criança na era pré-filmes do heróis.



2. Gameplay: Desafiador e Rígido

A jogabilidade é o ponto onde o jogo divide opiniões.

  • Comandos: Os movimentos especiais seguem a lógica de "meia-lua" e comandos de carga, mas a animação é um pouco mais "travada" se comparada a um Street Fighter II.

  • Dificuldade: A Inteligência Artificial do jogo é famosa por ser implacável. O computador lê seus movimentos quase instantaneamente, o que torna o modo história uma verdadeira prova de paciência.

  • O Modo História: Você escolhe um herói e precisa enfrentar "cópias" dos seus aliados (androides criados por Darkseid) até chegar ao confronto final contra o senhor de Apokolips.



3. Curiosidade: Aquaman no Deserto?

Um dos pontos que gerava muita discussão nas locadoras eram os cenários. Ver o Aquaman lutando em um cenário de deserto ou o Batman fora de Gotham trazia uma sensação estranha, mas os cenários em si eram muito bem desenhados, explorando bem a paleta de cores do Super Nintendo.


A Trama: O Ataque de Darkseid

A história é simples: Darkseid ataca a Terra e destrói uma base militar. O jogador deve assumir o controle de um membro da Liga para rastrear o vilão, apenas para descobrir que está lutando contra duplicatas robóticas dos seus próprios amigos. É o clichê clássico para justificar heróis batendo em heróis.




Impacto nas Locadoras

No Brasil, Justice League Task Force era o jogo que você alugava quando todos os Mortal Kombat e Street Fighter já tinham saído. Ele tinha um fator "uau" por causa dos personagens, mas muitos jogadores acabavam frustrados com a jogabilidade dura. Ainda assim, ver o especial do Flash atravessando a tela era algo que impressionava em 1995.



Veredito Final (Resenha Retrô)

Justice League Task Force é um jogo de luta mediano, mas um item de colecionador valioso pela sua importância histórica (a união de Sunsoft, Blizzard e DC). Para os fãs da Liga da Justiça, é uma peça de nostalgia pura que mostra como era difícil adaptar superpoderes divinos em um console de 16-bits.

Nota da Resenha Retrô: 6.5/10 – Vale pela nostalgia e pelos personagens icônicos.

Créditos: Henrique

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