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Resenha Retrô: Mortal Kombat – O Início do Kombat

 


Plataforma Original: Arcade (Midway) | Desenvolvedores: Ed Boon e John Tobias | Ano: 1992

Enquanto Street Fighter II focava na perfeição técnica e nos combos, Mortal Kombat apostou no choque, no realismo digitalizado e, claro, na violência explícita. O jogo foi tão polêmico que foi o principal responsável pela criação do ESRB (o sistema de classificação etária nos EUA).



1. Visual: A Era dos Atores Reais

Diferente dos desenhos feitos à mão, MK utilizou atores digitalizados. Isso dava um ar de "filme de artes marciais B" que era fascinante.

  • O Elenco Icônico: Sete personagens iniciais que se tornaram lendas. Do astro de cinema Johnny Cage (baseado em Jean-Claude Van Damme) ao deus do trovão Raiden, cada um tinha uma personalidade visual única.

  • Os Ninjas: O nascimento da rivalidade Scorpion vs. Sub-Zero começou aqui, usando a técnica de palette swap (mesmo modelo, cores diferentes) para economizar memória, mas criando o maior pilar da franquia.



2. Gameplay: O Botão de Defesa e o Gancho

A jogabilidade era distinta de tudo na época:

  • Defesa no Botão: Ao contrário de "segurar para trás", MK exigia que você apertasse um botão específico para defender, mudando o ritmo da luta.

  • O Gancho (Uppercut): O golpe mais satisfatório da história dos games. Nada vencia a sensação de mandar o oponente para o alto com um soco bem encaixado.

  • O Segredo: MK foi mestre em marketing com o personagem secreto Reptile. As dicas enigmáticas que apareciam antes das lutas criaram as primeiras "lendas urbanas" sérias dos videogames.



3. "FINISH HIM!": O Impacto dos Fatalities

O grande diferencial. Ganhar a luta não era o suficiente; você precisava humilhar o oponente.

  • O "Arrancamento de Cabeça" do Sub-Zero e o "Beijo da Morte" da Sonya tornaram-se o terror dos pais e a obsessão das crianças nas locadoras. Foi a primeira vez que o sangue foi usado como mecânica de recompensa visual.


 A Trama: O Torneio no Reino Externo

A história é simples e eficaz: um torneio de artes marciais organizado pelo feiticeiro Shang Tsung na Ilha de Kan. Se os guerreiros da Terra perdessem dez vezes seguidas para o campeão Goro (o príncipe Shokan de quatro braços), o imperador Shao Kahn poderia invadir nosso mundo. É puro suco de cinema de ação dos anos 80/90.




O Impacto no Brasil

Nas locadoras brasileiras, Mortal Kombat era o "fruto proibido". A versão de Mega Drive ficou famosa por precisar de um código (A-B-A-C-A-B-B) para ativar o sangue, enquanto a de SNES foi censurada, trocando o sangue por "suor". Essa guerra de versões foi o assunto principal de toda revista de videogame da época.


Veredito Final (Resenha Retrô)

Mortal Kombat pode não ter a fluidez técnica dos seus rivais japoneses, mas ele tinha atitude. Ele trouxe o mistério, o sangue e a competitividade agressiva para os arcades. É o marco zero de uma das franquias mais lucrativas e amadas de todos os tempos.

Nota da Resenha Retrô: 9.0/10 – Sangrento, histórico e eterno.

Créditos: Henrique

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