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Resenha Retrô: Assassin's Creed II (PS3, Xbox 360, PC)– O Renascimento da Irmandade

 


Plataforma Original: PS3, Xbox 360, PC | Desenvolvedora: Ubisoft Montreal | Ano: 2009

Para muitos, este não é apenas o melhor jogo da franquia, mas um dos maiores jogos de ação e aventura de todos os tempos. Se o primeiro Assassin's Creed foi um protótipo promissor, Assassin's Creed II (2009) foi a obra-prima que definiu a identidade da Ubisoft por mais de uma década.

Abandonando as planícies áridas das Cruzadas, o jogo nos transporta para a Itália Renascentista. Saímos da pele do frio Altaïr para conhecer aquele que se tornaria o rosto da franquia: Ezio Auditore da Firenze.



1. Protagonista: O Charme de Ezio

Diferente de outros heróis, acompanhamos Ezio desde o seu nascimento até a idade adulta.

  • A Jornada: Vemos o jovem nobre e mulherengo se transformar em um assassino implacável após presenciar a execução injusta de seu pai e irmãos. Essa conexão emocional faz com que o jogador sinta cada lâmina escondida cravada nos conspiradores.

  • Carisma: Ezio é humano, falível e magnético, o que garantiu a ele mais dois jogos sequenciais (Brotherhood e Revelations), algo raro na indústria.

2. Gameplay: Mais que Apenas "Parkour"

A Ubisoft ouviu as críticas sobre a repetição do primeiro jogo e entregou uma variedade absurda de mecânicas:

  • Economia e Villa: Pela primeira vez, podíamos reformar a cidade de Monteriggioni, investindo dinheiro para ganhar mais lucro, comprar armaduras e armas melhores.

  • Combate e Gadgets: Com a ajuda de ninguém menos que Leonardo da Vinci, Ezio ganha acesso a duas lâminas ocultas, bombas de fumaça e até uma pistola primitiva (Hidden Bolt).

  • As Cidades: Florença, Veneza e a Toscana são reproduções históricas deslumbrantes. Escalar a Basílica de Santa Maria del Fiore ou navegar pelos canais de Veneza ainda é uma experiência visual impactante.



3. A Conspiração e a Lore

O jogo expande massivamente o mistério dos Templários vs. Assassinos.

  • A Verdade: O sistema de coletáveis (os Glifos) espalhados pelo mapa revela um vídeo secreto chamado "A Verdade", que conecta a história da humanidade a uma raça antiga e superior. Foi o momento que explodiu a cabeça de todos os fãs em 2009.

  • O Vilão: Enfrentar Rodrigo Borgia (o futuro Papa) traz um peso histórico e político que elevou o roteiro do jogo a outro patamar.


🎨 Direção de Arte e Trilha Sonora

A trilha composta por Jesper Kyd, especialmente a faixa "Ezio's Family", tornou-se o hino oficial de toda a franquia. Ela captura perfeitamente a mistura de tragédia, aventura e beleza que define a Itália do século XV.




🇧🇷 Memória Afetiva

No Brasil, Assassin's Creed II foi o jogo que provou que games poderiam ser "aulas de história" interativas. Muita gente passou a se interessar pela Renascença, pelos Médici e por Maquiavel por causa das interações de Ezio. Foi o auge do hype da sétima geração de consoles por aqui.




Veredito Final (Resenha Retrô)

Assassin's Creed II é o exemplo perfeito de como fazer uma sequência. Ele corrigiu todos os erros do antecessor, expandiu o mundo e apresentou um dos heróis mais icônicos da cultura pop. É um jogo obrigatório, seja na versão original ou na The Ezio Collection.

Nota da Resenha Retrô: 10/10 – Requiescat in pace.

 Créditos: Henrique

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