Plataforma Original: PlayStation 1 | Diretor: Hideo Kojima | Ano: 1998
Se o Resident Evil definiu o terror, Metal Gear Solid (1998) definiu o que significava um jogo ser "cinema". Hideo Kojima não entregou apenas um jogo de ação; ele entregou uma experiência de espionagem tática que quebrou a quarta parede e mudou para sempre a forma como as histórias são contadas nos videogames.
Em Metal Gear Solid, você assume o papel de Solid Snake, um soldado aposentado enviado para a ilha de Shadow Moses para impedir que uma unidade terrorista renegada (FOXHOUND) lance um ataque nuclear. Mas, como tudo na mente de Kojima, nada é o que parece.
1. Tactical Spying Action: O Poder do Silêncio
Diferente de todos os jogos da época, aqui o objetivo não era atirar em tudo o que se movia.
Stealth (Furtividade): O foco era se esconder em caixas de papelão, rastejar por dutos de ventilação e observar as rotas dos guardas através do radar Soliton.
Inteligência Artificial: Para 1998, os guardas eram brilhantes. Eles seguiam suas pegadas na neve e investigavam ruídos estranhos, forçando o jogador a ser um fantasma.
2. Quebrando a Quarta Parede
MGS ficou famoso por interagir diretamente com o jogador. Quem não se lembra de:
Psycho Mantis: O vilão que "lia sua mente" ao comentar sobre os jogos que você tinha gravados no seu Memory Card e fazia o seu controle vibrar com o "poder da mente".
A Frequência da Meryl: O momento em que o jogo mandava você olhar a frequência do rádio atrás da caixa do CD real do jogo. Foi uma sacada genial de marketing e imersão.
3. Narrativa Cinematográfica
O jogo era movido por diálogos via rádio (Codec) e cenas de corte longas, mas envolventes. Temas como genética, destino, guerra nuclear e o peso de ser um soldado eram explorados com uma profundidade que os games raramente tocavam. A trilha sonora, com o tema icônico de Toshiyuki Kakuta, dava o tom de um filme de James Bond moderno e sombrio.
Curiosidade: O Nascimento de uma Lenda
Originalmente, Kojima queria que o jogo fosse para o 3DO, mas as limitações e o sucesso do PlayStation fizeram com que o PS1 recebesse essa pérola. Foi graças ao sucesso de MGS que os jogos "focados em história" ganharam o orçamento de Hollywood que vemos hoje.
Para nós, brasileiros, Metal Gear Solid era o jogo que a gente jogava com um dicionário do lado. O enredo era tão denso que entender cada linha de diálogo era parte da diversão. Snake tornou-se o herói definitivo de quem preferia a inteligência à força bruta.
Veredito Final (Resenha Retrô)
Metal Gear Solid é um dos raros jogos que merece a nota máxima não apenas pelo que foi, mas pelo que ele representa. É um exercício de criatividade, narrativa e game design que ainda hoje parece atual em suas ideias.
Nota da Resenha Retrô: 10/10 – Uma experiência tática perfeita.
Creditos: Henrique


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