Plataforma Original: Dreamcast (PS2/GameCube) | Desenvolvedora: Capcom | Ano: 2000
Se o terceiro jogo foi a despedida de Raccoon City, Resident Evil Code: Veronica (2000) foi o título que levou a franquia para a "nova geração" da época. Originalmente um exclusivo de peso do Dreamcast, ele é considerado por muitos fãs como o "verdadeiro Resident Evil 3" devido à sua importância na história principal da família Redfield e da Umbrella.
Code: Veronica quebrou a tradição dos cenários pré-renderizados (estáticos) e introduziu ambientes totalmente em 3D com câmeras que acompanham o movimento do jogador, trazendo uma cinematicidade inédita para a série.
1. Gameplay: A Evolução Técnica
O jogo aproveitou o poder do hardware de 128 bits para expandir as mecânicas clássicas:
Câmeras Dinâmicas: Embora ainda usasse ângulos fixos, a câmera agora "andava" com o personagem, criando cenas de perseguição muito mais tensas.
Empunhadura Dupla: Foi introduzido o uso de duas submetralhadoras simultâneas, permitindo mirar em dois alvos diferentes ao mesmo tempo.
Continuidade: O jogo é longo e dividido em duas partes: primeiro controlamos Claire Redfield na Ilha Rockfort e, posteriormente, seu irmão Chris Redfield na Antártida.
2. A Trama: O Retorno de um Ícone
A história é uma das mais ricas e dramáticas da franquia:
A Busca de Claire: Três meses após os eventos de RE2, Claire é capturada enquanto invade uma base da Umbrella em Paris à procura de Chris.
A Família Ashford: Somos apresentados aos vilões Alfred e Alexia Ashford, herdeiros da Umbrella, em uma trama que envolve loucura, experimentos com o vírus T-Veronica e uma mansão inspirada na arquitetura europeia clássica.
O Grande Choque: O jogo marca o retorno triunfal de Albert Wesker, agora com habilidades sobre-humanas, revelando que ele sobreviveu aos eventos do primeiro jogo.
3. Visual e Som
No Dreamcast, o visual era de cair o queixo. A iluminação em tempo real e os detalhes dos personagens (como as expressões faciais de Claire) eram superiores a tudo visto no PS1. A trilha sonora, composta por Takeshi Miura, é considerada uma das melhores da saga, misturando temas orquestrais épicos com faixas de puro suspense.
Curiosidade: O Diferencial do Dreamcast
A versão original de Dreamcast tinha uma interação única com o VMU (o cartão de memória com tela): era possível ver o nível de saúde do personagem e a munição restante diretamente no controle, sem precisar abrir o menu, mantendo a imersão total na TV.
Impacto no Brasil
No Brasil, Code: Veronica foi o motivo pelo qual muitos jogadores migraram para o Dreamcast ou esperaram ansiosamente pela versão X no PlayStation 2. O reencontro de Claire e Chris é um dos momentos mais celebrados pelos fãs brasileiros, que sempre tiveram uma conexão forte com os irmãos Redfield.
Veredito Final (Resenha Retrô)
Resident Evil Code: Veronica é um título indispensável. Ele equilibra o terror clássico de sobrevivência com uma narrativa de espionagem e ficção científica que moldou o futuro da série. É desafiador, longo e visualmente marcante.
Nota da Resenha Retrô: 9.0/10 – Uma obra-prima gótica e moderna.
Créditos: Henrique


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