Plataforma Original: Arcade (CPS-1) / SNES | Desenvolvedora: Capcom | Lançamento: 1992 (SNES)
Para fechar com chave de ouro essa sequência de lutas e preparar o terreno para o que virá no blog, não poderíamos ignorar o jogo que é o "Pai" de tudo o que conhecemos hoje. Street Fighter II: The World Warrior (1992) no SNES não foi apenas uma conversão; foi o momento em que os consoles de mesa provaram que podiam bater de frente com os fliperamas.
Se hoje você faz combos e escolhe personagens com estilos diferentes, agradeça a este cartucho. O lançamento de Street Fighter II para o Super Nintendo foi o "divisor de águas" que ajudou a Nintendo a vencer a guerra dos consoles na época, vendendo milhões de cópias e trazendo a experiência perfeita dos arcades para a sala de casa.
1. Gameplay: O Nascimento dos Combos
A jogabilidade de SFII definiu o padrão da indústria:
Os Oito Originais: Ryu, Ken, Chun-Li, Guile, Blanka, E. Honda, Dhalsim e Zangief. Pela primeira vez, cada personagem tinha uma nacionalidade, um cenário próprio e, mais importante, uma jogabilidade única.
O "Glitch" que Virou Regra: O sistema de combos (cancelar um golpe normal em um especial) nasceu por acidente neste motor de jogo, e a Capcom decidiu mantê-lo ao perceber o potencial competitivo.
Seis Botões: O controle do SNES parece ter sido feito sob medida para este jogo, com três intensidades de soco e três de chute.
2. Visual e Som: A Conversão Impossível
Trazer a placa CPS-1 para um cartucho de 16 megabits foi um milagre técnico:
Fidelidade: Embora os sprites fossem um pouco menores que no arcade, as animações e os cenários (como a floresta do Blanka no Brasil ou o banho público do E. Honda) estavam lá, vibrantes e detalhados.
Trilha Sonora Icônica: As composições de Yoko Shimomura (como o tema do Guile e da Chun-Li) tornaram-se hinos da cultura pop. Quem nunca ouviu o "Hadouken!" ou o "Tiger Robocop" (Sagat) ecoando pela casa?
3. Impacto Cultural e os "Chefes"
No primeiro jogo de SNES, os quatro chefes (Balrog, Vega, Sagat e M. Bison) não eram jogáveis, o que gerava milhares de boatos e "macetes falsos" nas revistas de videogame da época. Isso só foi resolvido nas versões posteriores, como Turbo e Super.
4. Personagens Jogáveis
Ryu - um karateka japonês, à procura de se tornar o "verdadeiro guerreiro". Ryu já tinha ganho o primeiro torneio mundial, ao derrotar Sagat.
Ken - companheiro de treino e rival de Ryu, dos Estados Unidos. Ken entra no torneio encorajado por Ryu.
Chun-Li - uma lutadora de artes marciais chinesa (Kung Fu), que trabalha como oficial da Interpol, à procura de vingar a morte do seu pai.
Guile - um ex-militar das Força Aérea dos Estados Unidos, que quer derrotar o homem que matou o seu melhor amigo. Luta usando uma combinação de diferentes artes marciais, com destaque para movimentos de wrestling.
Blanka - um homem-besta do Brasil, criado na selva. Luta com um estilo de luta autodidata baseado em movimentos ferais e tem o poder de criar descargas elétricas.
Dhalsim - um mestre de ioga, da Índia. Pacifista, apenas entrou no torneio para ganhar dinheiro para a sua aldeia pobre.
Zangief - um lutador de sambo da União Soviética. Entrou no torneio apenas para representar o seu pais.
E. Honda - um lutador de sumo do Japão. Participa no torneio para provar que o sumo é o melhor estilo de luta do mundo.
Curiosidade: O Cartucho que Vale Ouro
Na época do lançamento, Street Fighter II era um dos jogos mais caros do mercado brasileiro devido ao tamanho da memória do cartucho. Ter essa "fita" era o status máximo de um jogador, e as locadoras tinham filas de espera apenas para alugar o jogo por um final de semana.
Street Fighter II no SNES é a definição de um clássico atemporal. Ele é o equilíbrio perfeito entre acessibilidade para iniciantes e profundidade para veteranos. Se você quer entender a história dos games, este é o ponto de partida obrigatório.
Nota da Resenha Retrô: 10/10 – O Rei dos Jogos de Luta.
Créditos: Henrique


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