Desenvolvedora: PlatinumGames / Kojima Productions | Plataformas: PS3, Xbox 360, PC | Gênero: Hack 'n' Slash
Quando a Kojima Productions percebeu que não conseguiria finalizar o projeto original (que se chamaria Metal Gear Solid: Rising), eles tomaram a melhor decisão possível: entregaram o código nas mãos da PlatinumGames (criadores de Bayonetta). O resultado foi a transformação de um jogo de espionagem tática em um espetáculo de retalhar inimigos a 60 quadros por segundo.
1. A Trama: Ciborgues, Memes e Economia de Guerra
Situado quatro anos após os eventos de Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots, o mundo já não é mais controlado pelos Patriots, mas a economia de guerra continua viva através de corporações militares privadas (PMCs).
O Novo Raiden: Esqueça o jovem chorão de MGS2. Aqui, Raiden é um ciborgue ninja implacável que trabalha para uma empresa de segurança pública. Após ser brutalmente derrotado e mutilado pelo samurai cibernético Samuel Rodrigues (Jetstream Sam), Raiden ganha um novo corpo e parte em uma missão de vingança global.
Os Chefes Inesquecíveis: A força narrativa de Rising está nos seus vilões (a unidade Desperado). Personagens como Mistral, Monsoon, Sundowner e o lendário Senador Armstrong debatem filosofias políticas niilistas, controle de massas e o conceito de "memes" (no sentido original da palavra: propagação de ideias e cultura) enquanto trocam golpes fatais com o protagonista.
2. O Gameplay: A Genialidade do Blade Mode e Zan-Datsu
A PlatinumGames pegou a ideia de "cortar qualquer coisa" e a refinou em uma mecânica perfeita:
Blade Mode: Ao carregar uma barra de energia, o tempo desacelera e o jogador assume o controle analógico da espada, podendo fatiar os inimigos em centenas de pedaços em qualquer ângulo.
Zan-Datsu (Cortar e Pegar): Dentro do Blade Mode, se você cortar o ponto fraco exato do inimigo, Raiden pode arrancar a espinha dorsal cibernética dele e esmagá-la, recuperando instantaneamente toda a sua vida e energia. É um ciclo de gameplay extremamente satisfatório e violento.
Parry (Bloqueio): Diferente de outros jogos onde existe um botão de defesa, em Rising você bloqueia empurrando o analógico na direção do inimigo e apertando o botão de ataque no momento exato. É mecânica de alto risco e alta recompensa.
3. A Trilha Sonora: O Combustível do Jogo
É impossível fazer uma resenha de Metal Gear Rising sem falar da trilha sonora composta por Jamie Christopherson. Misturando Heavy Metal, Rock Eletrônico e vocais dinâmicos, a música se adapta ao que acontece na tela.
O vocal das músicas só entra quando o chefe ativa sua fase final ou quando você entra no ápice da batalha. Faixas como "Rules of Nature", "The Only Thing I Know For Real" e "It Has To Be This Way" transformam lutas difíceis em momentos de pura catarse e arrependimento de fios de cabelo.
Para a ESSB, o chefe final deste jogo entrou para a história da cultura pop. O Senador Steven Armstrong é a antítese de tudo o que a franquia prega. Ele é um político bombado por nanomáquinas que quer destruir a América atual para reconstruí-la sob a lei do mais forte. Os diálogos dele com Raiden são tão absurdos, exagerados e tragicamente satíricos que geraram memes que duram na internet até hoje.
Veredito Final (Resenha Detalhada)
Metal Gear Rising: Revengeance é um espécime raro. Ele respeita o universo denso e político criado por Hideo Kojima, mas chuta a porta com a gameplay de ação mais refinada de sua era. É curto, intenso, altamente rejogável e envelheceu como o bom vinho.
Nota da Resenha: 9.5/10 — Uma obra-prima do Hack 'n' Slash.
Créditos: Henrique
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