Desenvolvimento: Ubisoft Montreal | Publicação: Ubisoft | Plataformas: PS3, Xbox 360, PC | Ano de Lançamento: 2010 | Gênero: Ação e Aventura / Stealth / Mundo Aberto
Lançado no final de 2010 para PlayStation 3 e Xbox 360 (e no início de 2011 para PC), Assassin’s Creed: Brotherhood é amplamente reconhecido como o auge da jornada do lendário Ezio Auditore da Firenze e o ápice do gameplay clássico da franquia. Desenvolvido pela Ubisoft Montreal, o jogo refinou a estrutura estabelecida no aclamado Assassin’s Creed II, introduzindo a vibrante cidade de Roma, o gerenciamento da Irmandade e um dos modos multiplayer mais inovadores de sua época.
1. A narrativa: A queda de Monteriggioni e o domínio dos Borgia
O enredo se conecta diretamente com o final dramático de Assassin’s Creed II. Após poupar Rodrigo Borgia no Vaticano, Ezio retorna a Monteriggioni buscando descanso. No entanto, a vila é devastada por um ataque surpresa liderado por Cesare Borgia, resultando na morte de Mário Auditore e na perda do Pedaço do Éden (A Maçã).
Ferido e desprovido de seus equipamentos, Ezio viaja para Roma — o coração corrupto do império dos Borgia. Lá, a narrativa deixa de ser uma busca individual por vingança e se transforma em uma revolução política e social: Ezio aceita o título de Mentor e assume a missão de recrutar o povo, derrubar a tirania da família Borgia e libertar a capital italiana da opressão Templária.
No presente, a trama de Desmond Miles também ganha grande ritmo, com a equipe instalando a base nas ruínas do Santuário de Monteriggioni e culminando em um dos cliffhangers mais chocantes da franquia.
2. A "Expansão de luxo"? Por Que parte dos fãs o considerava uma "DLC de luxo do AC2"
Na época de seu anúncio e lançamento, Brotherhood enfrentou certo ceticismo por parte da comunidade e da imprensa especializada, sendo frequentemente rotulado entre aspas como uma "DLC turbinada" ou "expansão independente" de Assassin’s Creed II. Essa percepção ocorreu por motivos bem específicos:
Janela de lançamento curta: O jogo chegou ao mercado apenas um ano após AC II (novembro de 2010), rompendo o intervalo tradicional de desenvolvimento de sequências numeradas na época.
Reaproveitamento do protagonista e motor: Trazer o mesmo herói (Ezio) na mesma era histórica com o mesmo motor gráfico (Anvil Engine) fez muitos imaginarem que se tratava apenas de um conteúdo adicional descartado do segundo jogo.
Foco em um único mapa principal: Enquanto o título anterior permitia explorar Florença, Veneza, Forlì e a Toscana, Brotherhood concentrou quase 100% de sua campanha em uma única metrópole (Roma).
A virada de chave
Contudo, ao colocarem as mãos no jogo, os fãs perceberam que essa "expansão" entregava um volume de conteúdo, polimento mecânico e inovações tão massivos que superava muitos títulos numerados do mercado. Roma era vastíssima, dividida em distritos urbanos e rurais, e as novas mecânicas de jogo provaram que o projeto tinha ambição de sobra para ser uma sequência de peso.
3. Gameplay refinado: Irmandade, combate agressivo e reformas
Brotherhood é amplamente aclamado por ter trazido os melhores avanços de jogabilidade da primeira era de Assassin's Creed:
A Recrutação da Irmandade: A possibilidade de salvar civis perseguidos, treiná-los como Assassinos e enviá-los para missões pela Europa foi um toque genial. No mapa, ao apertar um único botão, o jogador podia ordenar que seus recrutas saíssem das sombras para eliminar alvos em conjunto ou disparar uma chuva de flechas (Arrow Storm).
O Sistema de Execution Streaks: O combate deixou de ser reativo (esperar pelo contra-ataque) para se tornar visceral e agressivo. Ao acertar um contra-ataque inicial, Ezio entrava num fluxo de execuções encadeadas de um só golpe, utilizando a Hidden Blade em conjunto com a pistola de roda.
Restauração de Roma & torres Borgia: Para liberar áreas da cidade, Ezio precisava invadir fortalezas, assassinar os capitães dos Borgia e incendiar suas torres. Em seguida, o jogador podia investir dinheiro na compra de comércios, aquedutos e monumentos, aumentando sua renda periódica.
Dispositivos de Da Vinci: As missões secundárias onde Ezio atua como agente de sabotagem das máquinas de guerra criadas por Leonardo da Vinci (como o tanque de guerra, a asa-delta com canhão e o bombardeiro naval) entregaram alguns dos momentos mais divertidos e dinâmicos de toda a franquia.
| Categoria / Requisito | Nota ESSBNews | Destaques da Avaliação |
| Combate & Mecânicas | 9.8 / 10 | O fluxo de execuções em cadeia e a convocação da Irmandade redefiniram a ação. |
| Mundo Aberto & Roma | 9.5 / 10 | Roma é densa, rica em detalhes históricos e extremamente divertida de reformar. |
| Narrativa & Lore | 9.0 / 10 | A evolução de Ezio a Mentor e a vilania dos Borgia entregam o tom perfeito. |
| Conteúdo & Fator Replay | 9.8 / 10 | Quantidade absurda de missões secundárias, máquinas de Da Vinci e o inédito multiplayer. |
4. Aspectos técnicos e a inovação do Multiplayer
Roma foi construída com um nível impressionante de detalhes arquitetônicos. Da imponência do Coliseu e do Panteão até as áreas rurais repletas de ruínas, o mapa era vivo e permitia andar a cavalo dentro dos muros urbanos pela primeira vez. A trilha sonora composta por Jesper Kyd manteve o tom épico, melancólico e misterioso, sendo uma das marcas registradas da franquia.
O jogo também surpreendeu ao estrear o Modo Multiplayer On-line. Com uma proposta baseada em disfarce, caça e stealth entre a multidão (onde os jogadores precisavam rastrear seus alvos enquanto eram caçados por outros), o modo foi um sucesso de crítica por fugir da fórmula padrão dos tiroteios da época.
Longe de ser apenas uma "DLC de luxo", Assassin’s Creed: Brotherhood é a evolução perfeita de uma fórmula vitoriosa. Ao transformar Ezio de um vingador solitário em um verdadeiro Mentor de uma revolução, a Ubisoft entregou um dos jogos de ação em mundo aberto mais marcantes e completos da sétima geração de consoles.
Nota do Jogo: 9.6/10 — Histórico, envolvente e o ápice da franquia clássica.
Créditos: Henrique




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