Desenvolvimento: Double Helix Games | Publicação: Warner Bros. Interactive Entertainment | Plataforma: PlayStation 3, Xbox 360 | Ano: 2011 | Gênero: Hack and Slash / Ação e Aventura
Lançado em 2011 para embalar a estreia do filme no cinema, Green Lantern: Rise of the Manhunters no PlayStation 3 (e Xbox 360) surpreendeu quem esperava mais um caça-níquel Genérico. Desenvolvido pela Double Helix Games, o jogo optou por não adaptar o enredo raso do longa-metragem, criando uma história paralela com foco nos lendários Caçadores Cósmicos e aplicando uma fórmula inspirada no clássico God of War.
1. A Narrativa: Expandindo a Lore dos Caçadores Cósmicos
Diferente do filme que focava em Parallax e Hector Hammond, o jogo viaja fundo na mitologia cósmica da DC. A trama se passa durante o velório de Abin Sur em Oa, que é interrompido por um ataque massivo dos Manhunters (os robôs criados pelos Guardiões do Universo antes da Tropa dos Lanternas Verdes).
Sob a voz de Ryan Reynolds reprisando o papel de Hal Jordan, a narrativa nos leva a planetas icônicos como Oa, Biot e Zamaron. Embora o enredo seja simples e focado no combate direto, ele funciona muito melhor para os fãs de quadrinhos do que a adaptação cinematográfica do mesmo ano, entregando reviravoltas sobre a contaminação da energia amarela e a traição sintética.
2. Gameplay: A Diversão de Criar Construtos
A estrutura de jogo copia descaradamente a fórmula de Hack and Slash com câmera fixa do PS2/PS3 (estilo God of War e Dante's Inferno), mas traz uma camada própria extremamente divertida graças ao anel de poder:
Variedade de Construtos: O grande trunfo é o sistema de habilidades. À medida que avança e ganha experiência, o jogador pode invocar mais de 12 construtos de luz verde — desde marretas gigantes, espadas e miniguns até jatos caça para esmagar robôs e metralhadoras giratórias.
Sistema de Combos e Energia: Os ataques pesados e finalizações recarregam a barra de energia do anel, criando um ciclo dinâmico de combate.
Fases On-Rails Shooter: Entre os estágios de pancadaria em solo, existem segmentos de nave e voo no espaço no estilo rail shooter, que embora sejam repetitivos, ajudam a quebrar a monotonia.
Modo Co-op Local: O jogo conta com suporte para dois jogadores na mesma tela, onde o segundo jogador assume o controle de Sinestro (ainda como Lanterna Verde), tornando a jogatina bem mais fluida e divertida.
3. Aspectos Técnicos e Limitações
Apesar da jogabilidade honesta, o título escancara o orçamento moderado típico de tie-ins da época:
Repetitividade e Duração Curta: A campanha é curta (em torno de 5 a 6 horas) e os tipos de inimigos se repetem com frequência.
Gráficos Medianos: Embora as animações dos construtos de luz verde sejam muito bonitas no PS3, a modelagem dos cenários e as cutscenes em CGI têm um acabamento simples que não extrai todo o potencial do console.
Green Lantern: Rise of the Manhunters é um grato "prazer culposo" da era do PS3. Sem grandes ambições além de entregar um beat 'em up / hack and slash funcional, ele consegue ser infinitamente mais divertido do que o filme em que se baseou. Para quem busca uma aventura rápida de ação cooperativa no universo da DC, é um título que vale a pena relembrar.
Nota do Jogo: 6.8/10 — Simples, divertido e surpreendentemente competente para um jogo licenciado.
Créditos: Henrique




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