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Análise: Sins Of The Father (Metal Gear Solid V) – O Legado de Sangue e Vingança

 

A trilha sonora da franquia Metal Gear Solid sempre foi uma parte essencial de sua narrativa, mas "Sins Of The Father", tema principal de MGSV: The Phantom Pain, transcende a função de mera música. Ela é o coração pulsante da dor e da dupla identidade que definem o jogo.

Com a voz poderosa e melancólica de Donna Burke (que também canta a icônica "Heavens Divide"), a música é uma balada épica de rock progressivo que mergulha no conceito de culpa herdada e na impossibilidade de escapar do ciclo de violência. A música é construída em torno da ideia bíblica de que as falhas e os erros de uma geração (o "Pai") são transmitidos para a próxima (o "Filho"). No contexto de MGSV, isso se desdobra em múltiplas camadas - entre elas: O "Pai" é, inegavelmente, Big Boss, o lendário soldado que trai seus ideais, buscando a vingança e a construção de um mundo livre de interferência externa (Outer Heaven). Seu "pecado" é a própria guerra.

    O jogador, como Venom Snake, é o "Filho" que herda esse pecado. A letra diz: "Words that kill, would you speak them to me?" (Palavras que matam, você as falaria para mim?), uma referência direta à identidade roubada de Venom e à maneira como a verdade (ou a falta dela) pode ser usada como arma.


A letra reflete o turbilhão emocional de Venom Snake, que acorda após um coma cego por vingança (contra Skull Face e aqueles que destruíram a Mother Base):

“All this pain, reminds me of what I am. I’ll live, I’ll become all I need to be.” (Toda essa dor, me lembra quem eu sou. Eu viverei, eu me tornarei tudo que eu preciso ser.)

Esta passagem é a declaração de propósito de Venom, um homem forçado a se tornar um demônio para sobreviver e buscar justiça. A música não celebra a paz; ela celebra a força necessária para suportar a dor e se tornar a ferramenta de vingança que o destino exige.

Os versos mais cáusticos da música apontam para a inevitabilidade do ciclo de ódio no universo de Metal Gear:

“Pride, feeds their blackened hearts, and the thirst, must be quenched, to fuel hypocrisy.” (O Orgulho, alimenta seus corações enegrecidos, e a sede, deve ser saciada, para alimentar a hipocrisia.)

A música argumenta que a guerra é alimentada pelo orgulho e que a "sede" de vingança ou poder apenas serve para sustentar o ciclo vicioso que os personagens juram quebrar. A salvação, sugere a letra de forma irônica e trágica, jaz nos pecados do pai. Não há escapatória, apenas a aceitação de que a violência é o legado.

A composição de Ludvig Forssell é densa e épica. Os instrumentos, os riffs de guitarra e a percussão criam uma sensação de escala global e um tom de fatalidade. O vocal de Donna Burke, ao mesmo tempo poderoso e comovente, transmite a dor e a determinação necessárias para seguir em frente mesmo quando se está "cego, na mais profunda noite" (blind, in the deepest night).

Créditos: Henrique 

Análise da Ending: Resident Evil 4 Remake – "The Bullet or the Blade"

 

Quando os créditos finais de Resident Evil 4 Remake sobem, a sensação que fica é de alívio e triunfo, mas, acima de tudo, de evolução. 

Para entender a força desta conclusão, é preciso lembrar do Leon de Resident Evil 2. Naquele jogo, ele era um policial novato, traumatizado pela inocência perdida em Raccoon City. A ending de RE2R era sobre a sobrevivência brutal – ele escapou, mas estava quebrado, carregando a culpa e o trauma para sua nova vida como agente secreto do governo.

Em RE4 Remake, Leon começa a missão como um homem cínico, distante e carregado, constantemente usando o humor seco como uma armadura contra a dor. Seu diálogo e sua postura refletem a desconfiança em relação ao mundo.

    missão de resgate de Ashley Graham em uma Espanha rural e isolada força Leon a quebrar essa casca. A ending é a recompensa por algo mais do que completar o objetivo: é a prova de que ele se permitiu conectar novamente. Leon salva Ashley, e Ashley, por sua vez, salva Leon, literal e metaforicamente. O relacionamento deles evolui de uma obrigação profissional para um laço de confiança mútua. 

 No momento final, quando Ashley sugere que eles "vão para casa", a rejeição silenciosa de Leon ao seu passado traumático e seu aceno positivo indicam que o "serviço" finalmente terminou. Ele não está apenas completando a missão; ele está começando a cura.

    O que torna "The Bullet or the Blade" tão perfeita é a forma como a letra encapsula o dilema central de Leon e o tom de sua jornada - A letra fala diretamente sobre a luta constante, a escolha entre ser a "bala" (a arma letal e distante que o governo o treinou para ser) ou a "lâmina" (o herói pessoal, tático, que luta de perto e protege). A música evoca o sentimento de que, para proteger os outros, Leon precisa se endurecer e enfrentar a escuridão. "The Bullet or the Blade" é o som do agente que está aceitando seu destino sombrio, mas escolhe usá-lo para a luz.


Créditos: Henrique

Mamonas Assassinas, História da banda vai virar musical.

Produtora de Tim Maia - Vale Tudo é responsável pelo projeto.


mamonas assassinas
A história do Mamonas Assassinas vai virar musical, de acordo com a colunista Mônica Bergamo.
O projeto está nas mãos da produtora Miniatura9,responsável pelo espetáculo Tim Maia - Vale Tudo, o Musical. O musical conseguiu aprovação para captar R$ 4,2 milhões pela Lei Rouanet para realizar 72 apresentações no Rio de Janeiro e em São Paulo. Aestreia deve acontecer em 2014.
O musical deve acompanhar a meteórica carreira da banda de Garulhos, que surgiu com o nome Utopia, fazendo covers de Legião Urbana, Titãs e Rush, e estourou como Mamonas Assassinas, com letras escrachadas e paródias que iam do metal ao pagode. No auge da carreira, a banda foi vítima de um acidente aéreo fatal, em 1996.
Um filme sobre a banda também estaria em produção pela 20th Century Fox e teria Rodrigo Faro no papel de Dinho - leia mais.
Fonte: Omelete

Créditos: Rick Phoenix

ÁLBUNS E ÁLBUNS #1 THE DEVIL PUT DINOSAURS HERE

         Voltei para dar estreia a uma serie de posts onde eu falarei sobre algo que eu gosto muito:Música.
         Para essa primeira edição eu falarei sobre o álbum The Devil Put Dinosaurs Here da banda Alice in chains.
         Essa banda e uma das maiores representantes do Grunge e infelizmente seu vocalista da primeira formação, Laney Stanley, morreu e eles ficaram em um hiato.Para a alegria de muitos eles voltaram em 2009 com o álbum Black Gives Way To Blue,onde se dispedem de Layne de forma muito emocionante na última faixa, e em 2013 surgiu o TDPDH.
         O álbum tem uma característica essencial, da qual a banda não abre mão: o som e clima pesados e envolventes.
         A melhor música do álbum, em minha humilde opinião, é Stone.A linha de baixo dela é muito boa, viciante.
         Então, se vocẼ gosta de grunge, ou climas pesados viajando pelo seu fone-de-ouvido recomendo esse álbum, e se você não gosta escuta também, vai que...você gosta.
         Até o próximo álbuns e álbuns.


Créditos: Black Soldier