Plataforma Original: PS3 / Xbox 360 / PC | Diretor: Eiichiro Sasaki | Ano: 2012
Plataforma Original: PS3 / Xbox 360 / PC | Diretor: Eiichiro Sasaki | Ano: 2012
Se o quinto jogo foi um blockbuster de ação, Resident Evil 6 (2012) tentou ser o "Vingadores" do terror. É, sem dúvida, o título mais ambicioso, grandioso e divisivo de toda a franquia. A Capcom tentou agradar a todos os tipos de fãs ao mesmo tempo, entregando quatro campanhas distintas que se entrelaçam em uma trama de conspiração global.
Resident Evil 6 abandona qualquer pretensão de ser um jogo pequeno. A escala aqui é de um filme de desastre: cidades inteiras na China e nos EUA são devastadas pelo novo C-Vírus.
1. Quatro Histórias, Um Destino
O jogo é dividido em quatro campanhas que podem ser jogadas em qualquer ordem, cada uma com um estilo diferente:
Leon S. Kennedy & Helena Harper: A tentativa de resgatar o clima de survival horror. Passa-se em uma universidade e em catacumbas, com foco em zumbis clássicos e atmosfera sombria.
Chris Redfield & Piers Nivans: Ação pura de guerra. Chris está sofrendo de amnésia e trauma pós-guerra, liderando a BSAA em um combate tático contra os J'avo (inimigos que mutam conforme você atira neles).
Jake Muller & Sherry Birkin: Foco em perseguição e poderes. Jake (filho de Albert Wesker) e Sherry (a garotinha de RE2 agora adulta) são caçados pelo implacável Ustanak, uma versão moderna do Nemesis.
Ada Wong: Uma campanha de espionagem e puzzles que amarra todas as pontas soltas da história.
2. Gameplay: O Mais Ágil da Franquia
RE6 introduziu o sistema de movimentação mais livre até então:
Manobras: Agora você pode correr, deslizar, rolar para os lados e atirar deitado.
Combate Físico: O foco em golpes corpo-a-corpo é enorme. Cada personagem tem um set de movimentos único que gasta uma barra de stamina.
Crossover Online: Em certos momentos, as campanhas se cruzam literalmente. Se você estiver online, pode encontrar outros dois jogadores que estão jogando a campanha oposta à sua e enfrentarem um chefe juntos em 4 pessoas.
3. O Ponto de Crítica
Apesar de ser tecnicamente impressionante e ter muito conteúdo, RE6 foi criticado por muitos fãs por "perder a identidade". O excesso de explosões, cenas de ação cinematográfica (Quick Time Events) e a falta de foco em um único estilo fizeram com que o jogo parecesse saturado para alguns.
Resident Evil 6 é um gigante. Pode não ser o jogo de terror que os puristas queriam, mas é um jogo de ação cooperativa fenomenal com uma quantidade de conteúdo que poucos jogos entregam até hoje. É o encerramento da era "Blockbuster" antes da franquia se reinventar novamente no RE7.
Nota da Resenha: 7.5/10 – Um espetáculo de ação exagerado, mas inegavelmente divertido.
Créditos: Henrique


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