Plataforma Original: PS3 / Xbox 360 / PC | Diretor: Kenichi Ueda | Ano: 2009
Se o quarto jogo foi a revolução, Resident Evil 5 (2009) foi o blockbuster que levou a franquia para o nível de escala global. Lançado para a geração PS3/Xbox 360, ele trocou as vilas sombrias da Espanha pelo sol escaldante da África, entregando o jogo mais vendido da história da saga por muitos anos.
Resident Evil 5 é o fechamento de um arco épico que começou lá no primeiro jogo em 1996. É o confronto final entre o herói Chris Redfield e o vilão definitivo, Albert Wesker.
1. O Foco no Cooperativo (Co-op)
A maior mudança aqui foi a introdução de Sheva Alomar. O jogo foi projetado do zero para ser jogado em dupla:
Parceria: Pela primeira vez, você precisava gerenciar itens com seu parceiro, curar um ao outro e realizar ações combinadas. Jogar com um amigo tornou o jogo uma das experiências cooperativas mais divertidas de sua geração.
Inteligência Artificial: Se jogado sozinho, a IA da Sheva podia ser um pouco teimosa com a munição, mas o ritmo da ação compensava o desafio.
2. O Fim de uma Era: Redfield vs. Wesker
A trama leva a busca de Chris por sua antiga parceira, Jill Valentine, a um novo nível de conspiração com o vírus Uroboros.
Wesker Divino: Albert Wesker atinge seu ápice como vilão, com poderes que o tornam quase um "Neo" (de Matrix) dentro de Resident Evil.
O Incidente da Rocha: Quem não se lembra do momento icônico (e um tanto absurdo) de Chris socando uma rocha gigante dentro de um vulcão? É o símbolo máximo da transição da série para a ação desenfreada.
3. Visual e Ambientação
Mesmo anos após o lançamento, RE5 continua bonito. O uso de iluminação forte para criar o "terror do que você consegue ver" (em contraste com o breu dos jogos antigos) foi uma aposta ousada da Capcom. Os modelos de personagens e as texturas eram o estado da arte na época.
Curiosidade: O Modo Mercenários Revisitado
O modo The Mercenaries em RE5 é considerado por muitos o melhor de toda a franquia. Com o sistema de combate refinado de RE4, mas com a adição de novos golpes físicos e a possibilidade de jogar em dupla online, ele garantiu centenas de horas de vida útil ao jogo.
DLC 1: Lost in Nightmares (Perdido em Pesadelos)
Esta é a "carta de amor" da Capcom aos fãs das antigas. Situada anos antes dos eventos principais de RE5, ela mostra a missão de Chris Redfield e Jill Valentine na Mansão Spencer na Europa.
A Atmosfera: O jogo abandona o sol da África e volta para uma mansão gótica, escura e cheia de quebra-cabeças. É puro survival horror.
O Easter Egg: Se você investigar a porta principal da mansão três vezes no início, a câmera muda para os ângulos fixos clássicos do PS1. Um toque de mestre!
O Confronto Final: A DLC termina com a famosa luta contra Wesker onde Jill se sacrifica para salvar Chris, jogando-se da janela. É o momento que define toda a motivação de Chris no jogo principal.
DLC 2: Desperate Escape (Fuga Desesperada)
Se Lost in Nightmares é sobre suspense, Desperate Escape é sobre ação pura e adrenalina. Ela acontece paralelamente ao final do jogo principal.
A Dupla: Controlamos Jill Valentine (recém-libertada do controle mental de Wesker) e o "outro cara" que você mencionou: Josh Stone, o carismático capitão da BSAA e mentor de Sheva.
A Missão: Jill e Josh precisam atravessar uma instalação da Tricell lotada de inimigos para alcançar o helicóptero de fuga e resgatar Chris e Sheva no vulcão.
O Ritmo: É uma corrida contra o tempo. Diferente de Lost, aqui a munição voa e as hordas de Majinis são implacáveis. Josh é um personagem excelente, com golpes físicos potentes (como o seu famoso "tackle").


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