Resenha de HQ: Divididos Caímos (Ultimate Comics: Divided We Fall)

 

Roteiro: Brian Michael Bendis, Sam Humphries e Brian Wood | Arte: Billy Tan, David Marquez e Paco Medina | Ano: 2012

Essa é uma das sagas mais viscerais e políticas da linha Ultimate Marvel. Enquanto o universo 616 (o principal) costuma manter o status quo, no Universo Ultimate as consequências são reais: cidades são varridas do mapa e o mapa dos EUA é literalmente redesenhado.

Se você achava que a Guerra Civil original era tensa, Divididos Caímos eleva a aposta para um cenário de apocalipse geopolítico. Esta saga não é apenas sobre heróis lutando contra vilões; é sobre o colapso de uma nação e a tentativa desesperada de reconstruir o sonho americano a partir das cinzas. 

1. O Cenário de Caos: O Fim da União

Os Estados Unidos atingiram o ponto de ruptura. Após a destruição de Washington D.C. e de Asgard pelas mãos do Criador (a versão maligna e genial de Reed Richards), o país se fragmenta:

  • Secessão: O Texas se declara uma nação independente e nuclear.

  • Terras de Ninguém: Estados como Utah, Arizona, Oklahoma e Novo México são abandonados à própria sorte, devastados por ataques incessantes dos sentinelas modelo Nimrod.

  • Histeria Mutante: O preconceito contra os mutantes atinge níveis genocidas, com o governo perdendo o controle sobre as máquinas de caça.

2. O Retorno do Sentinela da Liberdade

No meio desse desespero, surge o raio de esperança que a nação precisava. Steve Rogers, que estava afastado, retoma o manto de Capitão América. Mas não é apenas um retorno simbólico: ele é eleito Presidente dos Estados Unidos em uma votação extraordinária para tentar unificar os estados rebeldes e expulsar as forças invasoras.

  • Ao seu lado, Tony Stark estreia um novo modelo de armadura, adaptada para as batalhas tecnológicas brutais que o Criador impõe aos heróis.



3. Frentes de Batalha: Mutantes e Supremos

A saga se divide em núcleos emocionantes que convergem para um final épico:

  • Kitty Pryde: Assume um papel de liderança messiânica, guiando a população mutante sobrevivente através de campos de concentração e ataques de Nimrods para um novo refúgio seguro. É aqui que vemos a força da personagem como o coração da resistência.

  • Os Supremos (Ultimates): Atuam como a última linha de defesa militar contra as maquinações do Criador, em combates que testam o limite físico e moral de cada integrante.

O que torna Divididos Caímos especial é que ela não termina com tudo voltando ao normal. A geografia política da Marvel Ultimate mudou para sempre após esse evento, consolidando a ideia de que, nesse universo, as decisões dos heróis têm custos terríveis e as vitórias deixam cicatrizes profundas.

Veredito Final (Resenha de HQ)

Divididos Caímos é um épico de sobrevivência nacional. Com uma arte dinâmica de David Marquez e Paco Medina, a saga consegue transmitir a escala do desastre e a grandiosidade do heroísmo necessário para superá-lo.

Nota da Resenha: 9.0/10 – O dia em que o Capitão América se tornou a última lei da Terra.

Fontes: Marvel Database

Créditos: Henrique

Nenhum comentário: