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Resenha de HQ: X-Men – Complexo de Messias (2007–2008) – A batalha desesperada pelo futuro da raça mutante

 

Roteiro: Ed Brubaker, Mike Carey, Craig Kyle, Christopher Yost, Peter David | Arte: Marc Silvestri, Billy Tan, Chris Bachalo, Humberto Ramos, Scotty Eaton | Editora: Marvel Comics | Edições: 13 partes (X-Men: Messiah CompleX One-Shot, Uncanny X-Men, X-Factor, New X-Men, X-Men) | Ano: 2007–2008 | Gênero: Super-heróis / Ficção científica / Ação

Lançado entre o final de 2007 e o início de 2008, Complexo de Messias (Messiah Complex) representa um dos momentos mais angustiantes, dinâmicos e divisores de águas na história dos X-Men. Após o evento catastrófico de Dizimação (House of M), no qual as palavras da Feiticeira Escarlate reduziram a população mutante a apenas algumas centenas de indivíduos à beira da extinção, o universo dos filhos do átomo vivia sob um clima constante de desespero. O surgimento inesperado do primeiro sinal de nascimento mutante desde o Dia M funcionou como o estopim para um crossover em 13 partes que redefiniu o rumo da franquia nos anos 2000.

Comandada por um time experiente de roteiristas — Ed Brubaker, Mike Carey, Peter David, Craig Kyle e Christopher Yost —, a saga abandona as intrigas escolares convencionais para se transformar em um thriller de caçada tática contra o tempo. Envolvendo conflitos entre facções extremistas, embates viscerais e alianças de emergência, a história inaugurou a aclamada "Trilogia do Messias", resgatando a urgência e a relevância dos mutantes no Universo Marvel.

Resenha de HQ: Guerras Secretas (1984–1985) – O Big Bang dos Crossovers da Marvel

 


Roteiro: Jim Shooter | Arte: Mike Zeck, Bob Layton | Editora: Marvel Comics | Edições: 12 partes | Ano: 1984–1985 | Gênero: Super-Heróis / Ficção Científica / Ação Espacial

Lançada entre 1984 e 1985 em 12 edições, Guerreiros Secretos (mundialmente conhecida como Guerras Secretas ou Secret Wars) não foi apenas o primeiro grande evento de crossover em massa da Marvel Comics, mas o molde definitivo que redefiniu a indústria dos quadrinhos para sempre.

Resenha de HQ: A Era de Ultron – Futuros Alternativos


Roteiro: Brian Michael Bendis, Rick Remender, Joe Keatinge e autores convidados | Editora Original: Marvel Comics | Publicação no Brasil: Editora Panini | Gênero: Ficção Científica / Super-Heróis / Distopia

Lançada como uma expansão direta da grande saga escrita por Brian Michael Bendis nos anos 2010, a minissérie e tie-in A Era de Ultron: Futuros Alternativos (Age of Ultron: Uncanny Avengers / What If?) cumpre o papel de explorar o conceito que a história principal apenas pincelou: as ramificações catastróficas na estrutura

Espionagem, Culpa e Redenção: Como Ed Brubaker Redefiniu o Capitão América

 

Roteiro: Ed Brubaker | Arte: Steve Epting | Publicação: Captain America (Vol. 5) #1–14 (2005–2006)

Em 2005, o roteirista Ed Brubaker, ao lado do desenhista Steve Epting, fez o impensável em Capitão América: O Soldado Invernal (Captain America: The Winter Soldier): ele quebrou essa regra sagrada. E o fez de forma tão genial, madura e respeitosa que redefiniu para sempre o Steve Rogers e a própria Marvel.

Resenha HQ: New Ultimates: A reconstrução do mundo após a onda Ultimato

 

Escritor: Jeph Loeb | Arte: Frank Cho | Publicação: 2010-2011 (Minissérie em 5 edições)

Vamos analisar o arco que serve de ponte direta para o fim do universo Ultimate. Ultimate Comics: New Ultimates (2010) marca o retorno de Jeph Loeb à franquia, mantendo o estilo de alto impacto e reviravoltas que ele estabeleceu em Os Supremos 3 e Ultimato.

Situada oito meses após a devastadora Onda Ultimato, a série tenta mostrar como os heróis sobreviventes se reagruparam em uma equipe mais enxuta e heterogênea. A formação agora mistura militares clássicos com figuras mitológicas e selvagens: Capitão América, Thor, Valquíria, Gavião Arqueiro, Pantera Negra, Shanna, Ka-Zar e Princesa Zarda.

Resenha Profunda: A Morte do Homem-Aranha & Vingadores vs. Supremos

 

 
 






















Escritores: Brian Michael Bendis (Spider-Man) e Mark Millar (Avengers vs. Ultimates) | Arte: Mark Bagley e Leinil Francis Yu | Ano: 2011

Chegamos ao capítulo final e mais emocionante de toda a era Ultimate. Se o Volume 3 foi o declínio e Ultimatum foi o caos, o arco A Morte do Homem-Aranha e o crossover Vingadores vs. Os Supremos representam o "canto do cisne" da linha criada por Brian Michael Bendis e Mark Millar.

Este evento foi uma estratégia narrativa brilhante: enquanto a série do Aranha mostrava o lado emocional e humano do herói, a série dos Supremos mostrava a guerra política e os erros dos adultos que acabariam selando o destino do jovem Peter Parker.

Resenha: Os Supremos Vol. II - Política, Poder e Pancadaria: Por que Os Supremos 2 é uma HQ Obrigatória

 


Escritor: Mark Millar | Arte: Bryan Hitch | Publicação: 2005-2007 (Minissérie em 13 edições)

Dando continuidade ao nosso mergulho profundo nas grandes obras que moldaram o mercado, chegamos ao que muitos consideram o ápice da linha Ultimate da Marvel. Se o Volume I foi o recrutamento, Os Supremos Vol. II (Ultimates 2), de Mark Millar e Bryan Hitch, é o colapso épico de uma ideologia.

Resenha de HQ: Divididos Caímos (Ultimate Comics: Divided We Fall)

 

Roteiro: Brian Michael Bendis, Sam Humphries e Brian Wood | Arte: Billy Tan, David Marquez e Paco Medina | Ano: 2012

Essa é uma das sagas mais viscerais e políticas da linha Ultimate Marvel. Enquanto o universo 616 (o principal) costuma manter o status quo, no Universo Ultimate as consequências são reais: cidades são varridas do mapa e o mapa dos EUA é literalmente redesenhado.

Se você achava que a Guerra Civil original era tensa, Divididos Caímos eleva a aposta para um cenário de apocalipse geopolítico. Esta saga não é apenas sobre heróis lutando contra vilões; é sobre o colapso de uma nação e a tentativa desesperada de reconstruir o sonho americano a partir das cinzas. 

Resenha: Planeta Hulk (2006) – O Épico de Gladiadores que Transformou o Monstro em Herói

 


Série Original: The Incredible Hulk #92-105 | Argumento: Greg Pak | Arte: Carlo Pagulayan, Aaron Lopresti | Editora: Marvel Comics | Lançamento: 2006-2007

Planeta Hulk não é apenas uma história do Golias Esmeralda; é um conto de ficção científica, espada e feitiçaria, e drama político. A saga, escrita por Greg Pak, se propôs a despir o Hulk de seu contexto terrestre e colocá-lo em um ambiente onde ele poderia ser, finalmente, mais do que um monstro descontrolado. O resultado é um clássico moderno que serve como a gênese para um dos maiores eventos da Marvel: Hulk Contra o Mundo.

1. A Traição dos Illuminati (O Contexto)

A saga começa com uma revelação brutal. Cansados da destruição incontrolável de Hulk na Terra, um grupo secreto de heróis — os Illuminati (formado por Homem de Ferro, Doutor Estranho, Reed Richards e Raio Negro) — toma uma decisão controversa e moralmente questionável: exilar Bruce Banner/Hulk para um planeta pacífico e desabitado.

No entanto, devido a um desvio de rota e aos poderes do Hulk, a nave acaba caindo no planeta Sakaar, um mundo de barbárie, dominado pelo tirânico Rei Vermelho.



2. A Ascensão do Gladiador (A Narrativa)

Chegando a Sakaar, o Hulk é imediatamente enfraquecido pela radiação local e capturado. Ele é forçado a lutar como um Gladiador na Grande Arena, submetido a um disco de controle de obediência que o impede de se transformar em Banner.

  • O Pacto de Guerra (Warbound): Na arena, Hulk forma laços inquebráveis com outros párias e escravos, seu "Pacto de Guerra": Korg (o ser de pedra), Miek (o inseto guerreiro) e Elloe Kaifi. Essa amizade é o motor emocional da história, mostrando que o Hulk pode ser leal e carismático, agindo como um líder.

  • O Cicatriz Verde (Green Scar): O Hulk adquire um novo nome e um novo propósito. Ele se torna o Cicatriz Verde, uma figura profética. Sua jornada é uma lenta e catártica ascensão de escravo a campeão, e, finalmente, a líder de uma revolução que derruba o Rei Vermelho.



3. Paz, Amor e a Tragédia Inevitável

O ponto alto da narrativa é quando Hulk, pela primeira vez em sua vida, encontra paz e pertencimento.

  • O Rei de Sakaar: Após a revolução, Hulk se torna o novo rei, trazendo ordem e justiça a um planeta caótico. Ele encontra o amor em Caiera, a Velha Forte (Caiera the Oldstrong), e os dois formam uma nova família. Esta seção da história é fundamental, pois humaniza o Hulk mais do que qualquer outra saga anterior.

  • A Queda: A felicidade, no entanto, é tragicamente efêmera. A nave que trouxe Hulk para Sakaar explode misteriosamente, destruindo a capital do planeta, matando milhões de pessoas – incluindo Caiera e seu filho ainda não nascido. O Hulk, acreditando que a explosão foi causada pelos Illuminati, é consumido pela dor e pela raiva.

4. O Legado: Nascido o "Quebra-Mundos"

A morte de Caiera transforma o Hulk de herói e rei em um Destruidor de Mundos (Worldbreaker), com uma fúria incomparável. Esta vingança é a base para a sequência direta da saga: Hulk Contra o Mundo (World War Hulk), onde ele retorna à Terra para punir aqueles que o traíram.

  • Arte e Ritmo: A arte de Carlo Pagulayan e Aaron Lopresti é visceral, capturando tanto a brutalidade das batalhas de gladiadores quanto os momentos de emoção silenciosa. Greg Pak mantém um ritmo épico, que se inspira em filmes como Gladiador e narrativas de fantasia épica.

Veredito Final (Resenha)

Planeta Hulk é uma leitura obrigatória para fãs de quadrinhos que buscam profundidade em personagens super-poderosos. É um conto épico sobre ser jogado no inferno e, contra todas as probabilidades, se tornar o salvador. A saga é uma meditação sobre o poder, a tirania e o preço da paz. O Hulk nunca mais seria o mesmo após esta jornada de realeza, amor e perda.

Nota da Resenha: 10/10 - Uma obra-prima do Hulk e um marco na ficção científica da Marvel.


Créditos: Henrique

Resenha: Novos Vingadores – Motim (New Avengers: Breakout) – O Renascimento Após o Caos

 


Roteiro: Brian Michael Bendis | Arte: David Finch | Publicação Original: 2005

Após a devastação de Vingadores: A Queda, o Universo Marvel estava sem seus maiores defensores. O que Brian Michael Bendis e David Finch entregaram com Novos Vingadores: Motim (New Avengers: Breakout) não foi uma continuação melancólica, mas sim um renascimento explosivo e uma injeção de energia pura no conceito da equipe.

Esta saga não se preocupa em reconstruir a velha ordem; ela constrói algo completamente novo, moderno e radicalmente mais disfuncional.

A história começa com o colapso do sistema. Sem os Vingadores clássicos para manter a linha, a prisão de segurança máxima conhecida como "A Balsa" (The Raft) sofre um motim maciço. O caos é absoluto, e de repente, alguns dos mais perigosos vilões da Marvel estão soltos.


É a crise que força a união. No meio do pandemônio, um grupo improvável de heróis se junta para conter a situação:

  • Os Clássicos: Capitão América e Homem de Ferro.

  • Os Outsiders: Homem-Aranha e Wolverine.

  • O Coração: Luke Cage e a Mulher-Aranha (Jessica Drew).

É uma equipe de operários, heróis de rua e marginais, em contraste com a realeza estabelecida da equipe original. O grande trunfo desta fase, e deste arco em particular, é o roteiro de Brian Michael Bendis. O mestre do diálogo rápido e realista faz a química entre os membros da equipe brilhar instantaneamente. A seriedade e o código de honra do Capitão América colidem comicamente com o sarcasmo do Homem-Aranha e a brutalidade de Wolverine. Diferente dos Vingadores clássicos, que frequentemente pareciam formalizados, os Novos Vingadores soam como um grupo de pessoas reais aprendendo a trabalhar juntas sob fogo. Os balões de pensamento e as conversas paralelas criam uma energia palpável.


Arte Impecável e Ação Cinética

David Finch, que já havia estabelecido o tom sombrio em A Queda, continua a entregar uma arte detalhada e cinematográfica. O motim na Balsa é um espetáculo visual de destruição e combate brutal. Finch consegue transmitir o poder de personagens como Luke Cage e as acrobacias do Homem-Aranha com uma sensação de peso e dinamismo. A sequência do primeiro ataque e o splash page da equipe improvisada se unindo são momentos icônicos que estabelecem a grandiosidade desta nova era.

Veredito Final: O Supergrupo da Nova Geração

Novos Vingadores: Motim é a injeção de adrenalina que a franquia precisava após a tragédia. Se você quer ver o nascimento da dinâmica icônica de Homem-Aranha + Wolverine e o status quo que dominaria a Marvel na última década, esta é a leitura obrigatória. É o renascimento glorioso dos Heróis Mais Poderosos da Terra, agora com cicatrizes e um senso de humor mais ácido.

Nota Final: 9/10 - Uma estreia perfeita que usa o caos para forjar o supergrupo mais importante da Marvel na era moderna.


Créditos: Henrique

Resenha: Vingadores – A Queda (Avengers Disassembled) – O Dia em que o Impossível Aconteceu



Roteiro: Brian Michael Bendis | Arte: David Finch | Publicação Original: 2004

A trajetória dos Vingadores pode ser dividida em antes e depois de A Queda. Esta minissérie, escrita por Brian Michael Bendis e com a arte crua e impactante de David Finch, não é sobre um vilão tentando dominar o mundo; é sobre o colapso interno. É o dia mais sombrio dos Heróis Mais Poderosos da Terra, e o mais brutalmente eficaz.

O Caos Inesperado

A história começa com um ataque repentino e devastador à Mansão dos Vingadores. De repente, uma série de eventos catastróficos e inexplicáveis atinge a equipe simultaneamente, vindos de lugares (e pessoas) que eles consideravam seguros:

  • O retorno chocante e mortal do Valete de Copas.

  • O Visão caindo na mansão em um jato Vingador descontrolado, liberando uma horda de Ultrons.

  • A Mulher-Hulk perdendo o controle de forma violenta, agindo como uma fúria descontrolada e atacando seus próprios amigos.

  • A fúria descontrolada e pública de Tony Stark na ONU.

Essa cascata de desastres não é apenas ação; é o terror da incerteza. Os Vingadores não sabem quem atacar, porque o ataque está vindo de dentro e de seus próprios traumas. A arte de David Finch é fundamental para o tom da obra. Seus desenhos são detalhados, sombrios e carregados de peso, capturando perfeitamente o desespero e a violência gráfica dos ataques.

O clímax revela o que estava por trás de todo o caos: a Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), uma Vingadora de longa data, cujos vastos poderes de distorção da realidade foram desestabilizados por seu trauma e tristeza. O roteiro de Bendis usa a mente e as emoções de uma heroína como a arma de destruição em massa mais devastadora.



O capítulo final, Avengers Finale, é um momento melancólico de homenagem e reconhecimento. Os heróis se reúnem para lamentar e honrar os caídos, um adeus comovente à formação clássica da equipe.

Vingadores: A Queda é uma leitura densa, intensa e obrigatória. É a história que prova que os maiores inimigos dos Vingadores são, muitas vezes, seus próprios demônios e que o colapso de uma família pode ser mais catastrófico do que qualquer invasão alienígena.

Nota Final: 9/10 - Um marco histórico que destrói a inocência e a estrutura da equipe, abrindo caminho para uma nova e mais sombria era da Marvel.


Créditos: Henrique

Resenha: Guerra Secreta (Secret War) – Nick Fury e a Sombra do Estado Policial

 


Roteiro: Brian Michael Bendis | Arte: Gabriele Dell'Otto | Lançamento Original: 2004–2005

Guerra Secreta (originalmente Secret War) é mais do que apenas uma minissérie crossover; é um thriller de espionagem de super-heróis que coloca em xeque a ética e as operações clandestinas do maior espião da Marvel, Nick Fury. Escrita por Brian Michael Bendis e magnificamente pintada por Gabriele Dell'Otto, esta obra define o tom sombrio e paranoico que marcaria a Marvel dos anos 2000.

O Ponto de Virada de Nick Fury

A premissa mostra Nick Fury, Diretor da SHIELD, descobre que a Latvéria (lar do Doutor Destino) está financiando a tecnologia de ponta de vários vilões de baixo e médio escalão, como o Tecelão, o Homem-Planta e a Lady Octopus.

Ciente de que essa é uma ameaça à segurança nacional, Fury se depara com um obstáculo: o governo dos EUA, por razões políticas e diplomáticas, se recusa a agir. Decisão de Fury? Montar uma equipe de elite em uma operação de negação total (Capitão América, Homem-Aranha, Wolverine, Demolidor, Viúva Negra e Luke Cage) e invadir a Latvéria sem autorização.

A Beleza da Arte de Dell'Otto: O estilo de pintura fotorrealista e sombrio de Gabriele Dell'Otto eleva a narrativa. Cada painel é denso, carregado de sombras e texturas, conferindo à missão secreta o peso e a gravidade de um filme de espionagem de alto orçamento. É um espetáculo visual que se encaixa perfeitamente no clima de desconfiança.



O Preço da Violação Ética

O que realmente define a Guerra Secreta é o seu segundo ato. Um ano após a missão, os heróis envolvidos não se lembram de terem participado. A narrativa salta para a frente e começa a se desenrolar como um mistério de memória perdida, culminando em uma série de ataques brutais que atingem os heróis e suas vidas pessoais.

 Ao apagar a memória de seus aliados para "protegê-los" das consequências, Fury cruza uma linha ética que é central para a discussão sobre vigilância e poder ilimitado, temas que ressoam fortemente com o cenário político e de espionagem da época.

 A série é um marco porque suas ramificações afetaram diretamente a continuidade da Marvel, sendo um dos estopins para o status quo de Fury na Guerra Civil e a criação de uma nova e mais sombria SHIELD.

Guerra Secreta é um conto conciso, focado e intensamente atmosférico. Para quem busca uma aventura clássica de crossover da Marvel, esta não é a história; a força dela reside em ser um quadrinho de espionagem político onde a identidade e a moral são as verdadeiras bombas a serem desarmadas.

É uma leitura obrigatória para entender a queda de Nick Fury e a ascensão de um tom mais maduro e cético no Universo Marvel.

Nota Final: 9/10 - Uma obra de arte visualmente deslumbrante e um thriller que coloca a lealdade e a ética super-heroica sob o microscópio.

Créditos: Henrique

Ultimate Marvel - Ultimatum

 

Ao longo dos nossos vídeos do Universo Ultimate, sempre foi necessário falar sobre o seu evento mais trágico, que mudou essa linha editorial da Marvel completamente: O Ultimatum.

Pois bem, chegou a hora de finalmente entender o que exatamente aconteceu quando Magneto inverteu os polos magnéticos da Terra, no evento que ficou conhecido como Ultimatum.


Como vocês viram no vídeo do Magneto Ultimate aqui no canal, o mutante odiava os seres humanos muito mais do que sua contraparte do universo regular, e chegou a bolar um plano onde, com seus poderes aprimorados por uma máquina projetada por Forge, pretendia reverter o campo magnético da Terra, deixando a humanidade perecer no caos ambiental que se seguiria. Dessa forma, apenas os mutantes sobrariam. Mas Magneto foi derrotado e preso antes que pudesse fazer isso.


Após escapar da prisão de plástico do Triskelion, ele recomeçou a colocar seus planos em prática, mas adiantou o cronograma quando perdeu seus dois filhos, Wanda e Pietro, prometendo que a humanidade pagaria o preço supremo. Bem, o Pietro aparece vivo depois, do nada, mas o motivo do Ultimatum, pelo menos inicialmente, foi esse.


Mortes Iniciais

A cidade de Nova York, lar dos heróis da Marvel, sofreu com uma gigantesca onda, que cobriu quase que completamente os prédios. Ultimatum é uma história conhecida por trazer a morte de muitos heróis, das mais bizarras formas, mas a verdade é que muitos morreram afogados já nessa onda.



Dentre esses mortos, estava o pai de Susan e Johnny Storm, o doutor Franklin Storm. A mutante Crystal, namorada do Anjo, também não conseguiu escapar, embora ele tenha conseguido encontrar o seu corpo rápido. Os mutantes Morlocks, que viviam nos esgotos, também não escaparam, e Wolverine encontrou o corpo de Noturno, que havia se juntado a eles.


Quem quase morre afogado é Bruce Banner, mas ele se transforma em Hulk e começa uma improvável aliança com o Homem-Aranha para ajudarem o máximo possível de sobreviventes. Durante essa jornada, eles encontram o Demolidor, que também não conseguiu escapar da onda.


Esse número de mortes pela onda poderia ser ainda pior, não fosse pelo esforço de Sue Storm, a Mulher-Invisível do Quarteto Fantástico, que criou uma gigantesca barreira para empurrar a água de volta. Infelizmente, o esforço do ato a fez entrar em coma.


Após a Onda


Inicialmente, Reed Richards acredita que a onda gigante foi um ataque de Namor à humanidade, e vai atrás do Príncipe Submarino. No entanto, Namor declara que jamais comandaria um ataque que pudesse colocar Susan em perigo, algo que convence Reed de sua inocência.


Existem ainda duas outras vítimas da onda do Ultimatum, que separei para falar aqui por que são um caso à parte na narrativa. O primeiro é o Capitão América, que se afoga e é resgatado por Tony Stark, mas entra em coma. E além dele, temos a Valquíria, namorada de Thor, que é encontrada morta aos pés da Estátua da Liberdade.


Thor então vai até Valhalla, a Terra dos Caídos, e confronta hordas de mortos-vivos pela alma de Valquíria. Supreendentemente, quem também aparece no local é Steve Rogers, o Capitão América, que estava no limiar entre a vida e a morte. Após derrotarem os inimigos, a deusa da morte Hela oferece uma barganha. Assim, Steve Rogers e Valquíria voltam à vida, mas Thor fica preso em Valhalla como sacrifício para o retorno dos dois.


Nesse meio tempo, os heróis sobreviventes continuam procurando os desaparecidos, como a Vespa, que não foi vista em lugar nenhum desde a onda. Por fim, Hank Pym e o Gavião Arqueiro a encontram sendo devorada por Blob, que tem sua cabeça arrancada por Pym com uma mordida.


Enquanto isso, Magneto deixa a segurança de sua Cidadela no Ártico para realizar um último ato que precisava fazer com as próprias mãos. Ele vai até a mansão X e mata Charles Xavier quebrando seu pescoço, após ser comparado a Hitler.


Lutas Intermediárias


Magneto então envia um exército de Homens-Múltiplos para o Triskelion, base dos Supremos, todos eles armados com bombas pelo corpo. Sem ver mais propósito na vida após a morte de Janet, Hank se sacrifica para proteger o Triskelion. Ele leva o máximo possível de Homens-Múltiplos agarrados em seu corpo para o mar, onde explode junto com eles.


É nesse momento que tanto Valquíria quando Steve Rogers acordam, tendo retornado de Valhalla, e os Supremos que sobraram se reúnem para finalmente organizarem um plano de ação contra Magneto.


Mas e quanto ao Homem-Aranha? Peter Parker encarou seus próprios problemas, quando percebeu que a onda afetou drasticamente o Sanctum Sanctorum do Doutor Estranho, liberando toda sorte de demônios e criaturas místicas. O próprio Doutor Estranho acabou sendo dominado pela entidade Pesadelo, que tentou atormentar o Hulk e o Homem-Aranha com visões terríveis. Isso não se mostrou uma boa ideia, pois Hulk ficou furioso e quebrando tudo em sua frente, incluindo itens mágicos de imenso poder. Uma explosão arrasou o Sanctum, e apenas a máscara do Homem-Aranha foi encontrada no local, por Kitty Pryde, que acreditou que Peter Parker estava morto.


Quem também aproveitou os eventos do Ultimatum para se libertar de sua dimensão-prisão foi Dormammu. Ele capturou Johnny Storm, o Tocha Humana, e canalizou as chamas do rapaz para alimentar o seus próprios poderes. Mesmo fraco após suas possesão anterior, o Doutor Estranho decidiu confrontar Dormammu e enviá-lo de volta para sua prisão.


Apesar da bravura de Strange, Dormammu conseguiu dominá-lo na batalha e usou a própria faixa da cintura de Stephen para esmagar seu corpo até que sua cabeça explodisse. Foi então que Susan Storm, após ter acordado do coma, apareceu no local com o Coisa, e juntos derrotaram Dormammu, salvando Johnny.


Batalha contra Magneto


Começa então a se formar a frente de batalha para parar Magneto. O primeiro a ser recrutado é o Hulk, que é convencido pelos X-Men (principalmente Jean Grey), a se juntar a eles. Enquanto isso, Reed Richards e Doutor Destino se aliam e vão atrás de Nick Fury, considerado crucial para o plano que deteria Magneto de uma vez por todas, devido às informações que ele tinha sobre a verdade a respeito dos mutantes. Para entender mais sobre isso, assista ao nosso vídeo do Fury, que tá aparecendo ali no card.



Obviamente, nem todos são inteligentes. O Anjo, por exemplo, ainda furioso pela morte de sua namorada Crystal, decide invadir a Cidadela de Magneto sozinho. Péssima ideia. Dentes-de-Sabre arranca suas asas com os dentes e quebra seu pescoço com um pisão.


Mas por alguns segundos, Anjo teria ficado vivo. Porque logo em seguida os X-Men e os Supremos chegam, e aí fica ruim pro Magneto, que não tem tempo nem de usar o Mjolnir que ele havia roubado, já que a Valquíria imediatamente decepa seu braço. Mas quem fornece mais dano a Magneto é Wolverine, que ataca o vilão furiosamente e sem piedade.


Mas o ataque de Wolverine também foi impensado, subestimando as habilidades de Magneto. O vilão conseguiu controlar os repulsores do Homem de Ferro e a viseira de Ciclope, direcionando-os para Wolverine ao mesmo tempo e incinerando o corpo de Logan.


Mas antes de morrer, com seu corpo completamente destruído e praticamente além de qualquer regeneração, Logan ainda conseguiu dar um golpe fatal em Magneto, atravessando seu peito com suas garras de adamantium. E esse foi o fim de Wolverine. Com o braço com as garras ainda preso ao peito, Magneto retirou completamente o adamantium do esqueleto de Logan, finalmente o matando no processo.


Mortalmente ferido, Magneto se arrastou até sua sala do trono, onde foi finalmente encontrado por Nick Fury. Fury implementou seu plano de contingência fazendo com que a telepatia de Jean Grey transmitisse suas próprias memórias para Magneto, mostrando a ele que os mutantes não eram um milagre de Deus e o próximo passo na evolução humana, mas apenas o resultado de um experimento de super-soldado envolvendo genoma.


A vontade de Magneto foi completamente quebrada, e ao se dar conta de que viveu uma mentira, ele usou seus poderes para fazer o eixo da Terra voltar ao normal. Magneto, às lágrimas, declarou que Charles o perdoaria e entenderia o que ele fez. Mas Ciclope diz que Xavier está morto, então não existe ninguém ali para perdoá-lo. Após dizer isso, Ciclope desintegra a cabeça de Magneto com uma rajada ótica em máxima potência.


Pós-Guerra


Mesmo que Magneto tenha morrido, ele deixou um mundo intolerante ainda maior, pois a humanidade pensava em mutantes como armas vivas. Os sentimentos anti-mutantes explodiram e os X-Men não tinham mais o poder de moderar o desprezo público, pois seus líderes estavam mortos e sua escola agora extinta e dissolvida.



Quem tentou se erguer como essa voz a favor dos mutantes foi Scott Summers, o Ciclope. Mas no meio de seu discurso público, Pietro apareceu na multidão e matou Scott com um tiro na cabeça, usando a mesma bala que Ultron havia usado para matar sua irmã. Pietro mais tarde apareceu conversando com uma mulher misteriosa, segurando o capacete de seu pai, e afirmando que continuaria o legado de Magneto.

E é claro, não podemos esquecer do Homem-Aranha. Quando os Supremos lideraram os esforços para encontrar sobreviventes entre os destroços de Nova York, Peter Parker foi encontrado ainda com vida pelo Capitão América. Inicialmente, a ideia era que de Parker também morresse na tragédia, já que o Ultimatum marcaria o fim do universo Ultimate. Mas como a Marvel decidiu dar uma sobrevida à essa linha editorial, o Aranha foi mantido vivo.


Créditos: Nero

Fontes O Vicio